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ONU suspende Rússia do Conselho de Direitos Humanos

Com a medida, o país não poderá mais propor resoluções, apresentar emendas ou dirigir-se ao conselho, exceto em deliberações em que esteja diretamente envolvida

Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) determinou que a Rússia deve ser suspensa do Conselho de Direitos Humanos. O texto foi apresentado pela delegação dos Estados Unidos depois que dezenas de corpos foram encontrados em Bucha e em outras regiões próximas a Kiev, Ucrânia, após a retirada de tropas russas. A resolução teve 93 votos favoráveis, 24 contrários, como China e Cuba e outras 58 abstenções, incluindo o Brasil. Para ser aprovada, precisava de pelo menos 2/3 dos votos. Abstenções não contam.

Russos negam mortes

Durante a votação desta quinta-feira (7), a Rússia continuou a negar ter matado civis após a retirada. Afirmou que os relatos eram falsos. O vice-embaixador russo na ONU, Gennady Kuzmin, alertou que a votação é “um precedente perigoso”. Antes, a Rússia comunicou os países sobre a votação. Afirmou na quarta-feira (6) que votos favoráveis ou abstenções seriam considerados “gesto hostil” e poderiam impactar relações bilaterais, segundo a Reuters.

A suspensão do país tem um efeito prático e simbólico. Com a medida, a Rússia não poderá mais propor resoluções, apresentar emendas ou dirigir-se ao conselho, exceto em deliberações em que esteja diretamente envolvida. No entanto, os representantes do país ainda poderão participar dos debates. A suspensão permanecerá em vigor até que a Assembleia Geral decida revogá-la ou até o final de 2023, quando o mandato da Rússia como membro chega ao fim.

Veja o placar da votação: 

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