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Shell não irá comprar mais petróleo e gás da Rússia

A empresa se desculpou por comprar 100 mil toneladas de petróleo russo na última sexta-feira (4)

A Shell anunciou nesta terça-feira (8) que deixará “imediatamente” de comprar petróleo e gás da Rússia. Além disso, fechará todas as “operações de postos de gasolina, combustíveis de aviação e lubrificantes” no país. A companhia anglo-holandesa também disse que irá fechar seus serviços de postos de gasolina, combustível de aviação e lubrificantes na Rússia, não renovando nenhum contrato a termo.

Ao mesmo tempo, a Shell afirmou que mudará sua cadeia de suprimento de petróleo bruto para tentar remover o máximo possível da commodity russa, mas destacou que a procura de alternativas pode durar semanas, o que vai reduzir oferta nas refinarias.

A Shell comenta que realizará a saída de produtos russos de maneira progressiva, mas que é um processo desafiador e que mudar sua base depende de um esforço conjunto de governos, fornecedores e clientes.

Compra criticada

A empresa se desculpou por comprar 100 mil toneladas de petróleo russo na última sexta-feira (4). Pagou US$ 28,50 por barril, menos que o preço nominal da commodity, de acordo com o “The Wall Street Journal”. A petrolífera se comprometeu a doar todo o lucro vindo da venda de produtos feitos com petróleo russo a entidades humanitárias que estão ajudando a Ucrânia no conflito.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, criticou a empresa de energia, questionando no Twitter: “O petróleo russo não cheira a sangue ucraniano para vocês?”

Saída das gigantes do setor

A decisão da Shell seguiu empresas como a multinacional BP (British Petroleum), que já havia anunciado que venderia sua participação na gigante petrolífera estatal russa Rosneft — com um impacto potencial de US$ 25 bilhões. A BP informou na semana passada que era muito cedo para dizer como ou para quem sua participação na Rosneft seria vendida. A produtora norueguesa de petróleo e gás Equinor também anunciou sua saída da Rússia, dizendo que o conflito tornou sua posição atual “insustentável”.

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