PATROCINADORES

Rússia deve confiscar ativos de empresas que deixarem o país

Kremlin prepara lei para liberar o confisco de bens de países considerados “não amistosos”

Multinacionais que deixaram de operar na Rússia podem ter que lidar com confisco de bens devido a uma lei que o governo do país prepara para liberar a nacionalização de bens de países considerados “não amistosos”, segundo informação da agência Reuters. O governo russo normalmente usa o termo “não amistoso” para os países que impuseram sanções à Rússia após a invasão da Ucrânia, ou seja, os Estados Unidos e membros da União Europeia.

A previsão é que o texto seja apresentado nas próximas semanas e dará o poder a Moscou de intervir em empresas sempre que houver risco para empregos ou para a indústria local.

Empresas fora

Confira quais das principais empresas mundiais saíram da Rússia:

  • Visa e MasterCard: as operadoras de cartão de crédito suspenderam a atuação na Rússia no dia 5 de maio. De acordo com a Visa, cartões dessa bandeira emitidos no país vão deixar de operar fora da Federação Russa. Enquanto isso, a MasterCard informou que cartões emitidos por bancos russos não serão mais válidos. Os plásticos MasterCard emitidos fora do país também não funcionarão em caixas eletrônicos ou comércios russos
  • Adidas e Nike: a marca alemã rompeu o contrato com a Federação Russa de Futebol, da qual era patrocinadora e fornecedora de material esportivo para a seleção do país. Já a americana Nike fechará de forma temporária todas as suas lojas na Rússia, impossibilitando também as compras em seu site e aplicativo
  • McDonald’s: a rede americana de fast-food informou, no dia 16 de maio, que iria abandonar e vender todas as suas operações no país após 30 anos na Rússia. Com isso, as lojas foram fechadas. A suspensão das atividades já havia sido anunciada pela rede de restaurantes no mês de março
  • Disney, Sony e Warner: as três grandes marcas de entretenimento suspenderam as estreias de seus filmes nos cinemas da Rússia. As empresas justificaram a medida citando a “trágica crise humanitária” que a guerra entre Rússia e Ucrânia provocou. Assim, não foram exibidos nos cinemas do país os filmes Red — Crescer É uma Fera, Morbius e O Batman
  • Apple: a marca interrompeu a venda de todos os produtos e parou todas as exportações em seus canais de venda na Rússia, como o Apple Pay. Além disso, mídias estatais russas, como RT News e Sputnik News, não estão mais disponíveis para download na App Store fora do país
  • TikTok, PayPal e Spotify: o aplicativo TikTok suspendeu a publicação de conteúdos russos. O PayPal congelou a entrada de usuários da Rússia em sua plataforma. O Spotify também deixou o país e fechou seu escritório local por tempo indeterminado.
  • Heineken: a cervejaria holandesa é outra a abandonar a Rússia. Apesar disso, a Heineken afirmou que busca realizar uma transferência dos negócios para um novo proprietário. Nesse caso, a companhia não vai gerar lucro para o grupo
  • Chanel e Prada: as marcas de luxo suspenderam suas operações na Rússia e também as vendas no varejo
  • Unilever: a multinacional decidiu interromper todas as importações e exportações no território russo e anunciou que não fará mais investimentos no país, além de suspender qualquer propaganda da marca. Apesar disso, tendo em vista as necessidades da população em meio à guerra, produtos ligados a alimentação e higiene pessoal continuarão sendo fornecidos, mas sem reversão de lucros para a empresa
  • Toyota, Volvo e Renault: as três empresas de automóveis decidiram agir com embargos à Rússia. A Toyota anunciou que vai suspender a produção em sua única fábrica no território e interromper o envio de veículos para o país. A montadora Volvo também suspendeu, sem previsão de retorno, as exportações para o país. A Renault vendeu, neste mês, seus ativos na nação à Rússia
  • L’Oréal: a famosa marca de cosméticos fechou todas as lojas na Rússia. Porém a fábrica instalada perto de Moscou, responsável pela produção de xampus, corantes, produtos de higiene e itens para bebês, seguirá ativa. Todos os investimentos industriais e em publicidade foram suspensos
  •  Shell: a rede de postos de gasolina afirmou que deixará todas as operações na Rússia. Com isso, a empresa vai renunciar a dois grandes projetos locais e, segundo a Bloomberg, terá uma perda de US$ 3 bilhões (cerca de R$ 14,4 bilhões)
  • Embraer e Boeing: a Embraer não fará mais serviços de manutenção, peças e suporte técnico para países que são alvo de sanções, o que inclui a Rússia, devido à invasão da Ucrânia. Assim como a empresa brasileira, a Boeing suspendeu consertos e assistências para companhias aéreas russas, além de paralisar operações no campo de treinamento de Moscou
  • Starbucks: a rede anunciou, no dia 8 de maio, que não iria mais atuar no mercado russo, o que inclui interromper as importações de produtos e cafés vendidos por uma marca licenciada. As quase 2.000 pessoas que dependem da empresa para subsistência receberão suporte
  • Coca-Cola: a empresa de bebidas suspendeu negócios na Rússia em março. Com isso, produtos da marca estão praticamente ausentes das prateleiras no país e o que restou custa extremamente caro. A solução encontrada para suprir a falta dos refrigerantes da empresa foi divulgada pela Ochakovo, fabricante de bebidas russa, que lançou a CoolCola, a Fancy e a Street, correspondentes à Coca-Cola, à Fanta e à Sprite

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