PATROCINADORES

Toffoli manda bloquear bens de Tanure

Da redação
19 de janeiro de 2026
Decisão do STF ocorre no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes no Banco Master

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli autorizou o bloqueio do patrimônio do empresário Nelson Tanure no âmbito das investigações que apuram supostas fraudes envolvendo o Banco Master. A decisão foi assinada em 6 de janeiro e executada no dia 14, quando a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Compliance Zero.

Tanure foi um dos 42 alvos da operação, que determinou o bloqueio e o sequestro de bens no valor total de R$ 5,7 bilhões. Também foi autorizada a quebra dos sigilos bancário e fiscal de 101 pessoas físicas e jurídicas investigadas. As medidas atenderam a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Na manifestação acolhida por Toffoli, o Ministério Público Federal concordou com a avaliação da PF de que há indícios de que Tanure teria atuado como “sócio oculto” do Banco Master, exercendo influência por meio de fundos de investimento e estruturas societárias complexas. Para os investigadores, esse conjunto de elementos justificaria o bloqueio do patrimônio do empresário.

A decisão judicial, no entanto, não detalha qual parcela dos R$ 5,7 bilhões corresponde especificamente a bens atribuídos a Tanure. Segundo o despacho, o montante global reflete o resultado de uma suposta estruturação financeira irregular e da simulação de operações envolvendo empresas de sócios e fundos nos quais o Banco Master figuraria como titular.

Procurado à época da operação, Tanure negou qualquer participação societária no banco, direta ou indireta. Em nota, afirmou que não foi controlador nem sócio da instituição, “ainda que minoritário”, e disse manter apenas relações estritamente comerciais, na condição de cliente ou investidor, como ocorre com outras instituições financeiras no Brasil e no exterior.

Desde que vieram a público suas conexões com o Banco Master, Tanure enfrenta um período de pressão financeira. Reportagens indicaram que o banco teria financiado parte de aquisições feitas pelo empresário e, em alguns casos, atuado como coinvestidor. Posteriormente, empresas adquiridas teriam aplicado recursos em CDBs da própria instituição.

Desta vez a defesa de Tanure alega por meio de nota que as ações do Ministério Público são equivocadas e que os devidos esclarecimentos serão prestados com “respaldo documental”.


O que MR publicou

COMPARTILHE:

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

PATROCINADORES

Leia também

Em breve