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Moraes afirma que nunca tratou do Master com presidente do BC 

Da redação
23 de dezembro de 2025
Reuniões foram sobre a Lei Magnitsky reiterou Banco Central

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (23) que as reuniões que teve com o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, foram para tratar exclusivamente dos possíveis efeitos da Lei Magnitsky, aplicada contra ele pelo governo dos Estados Unidos.

A manifestação do ministro foi divulgada um dia após o jornal O Globo divulgar uma reportagem apontando que Moraes teria defendido a aprovação da compra do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB), instituição financeira pública ligada ao governo do Distrito Federal, durante reuniões com Galípolo. 

As reuniões teriam ocorrido antes da decisão do BC, que no mês passado decretou a liquidação do Master por suspeitas de fraude. A investigação também levou à prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, um dos sócios do banco. Dias depois, Vorcaro foi beneficiado por um habeas corpus concedido pela Justiça Federal. Ele responde às acusações em liberdade.

Antes da liquidação determinada pelo BC, o escritório de advocacia Barci de Moraes, que pertence à família do ministro, prestou serviços ao Banco Master.

Em nota à imprensa, Moraes declarou que, além de Galípolo, também se reuniu com representantes dos bancos Itaú, Bradesco, BTG, do Brasil, da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin) para tratar as consequências da Lei Magnitsky.

“Em todas as reuniões, foram tratados exclusivamente assuntos específicos sobre as graves consequências da aplicação da referida lei, em especial a possibilidade de manutenção de movimentação bancária, contas correntes, cartões de crédito e débito”, afirmou em nota.

O Banco Central também confirmou que as reuniões trataram dos efeitos da lei. 

Em 12 deste mês (sexta), o governo norte-americano anunciou a retirada das sanções econômicas da Lei Magnitsky, que foram aplicadas pelo governo dos Estados Unidos contra Moraes, a esposa dele, a advogada Viviane Barci de Moraes, e a empresa Lex – Instituto de Estudos Jurídicos, ligada à família do ministro.

As sanções foram determinadas pelo governo do presidente Donald Trump, apoiador de Bolsonaro, para retaliar o ministro, que é relator dos processos abertos contra o ex-presidente. 

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