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Suspeitas de novas fraudes podem abrir outra investigação contra o Master

Da redação
30 de dezembro de 2025
Relatório ao MPF apresentaria novos crimes, o que ampliaria o rombo de R$ 12,2 bilhões. Executivos venderam carteiras de crédito falsas ou sem lastro para o BRB antes da liquidação

O Banco Central (BC) encontrou possíveis novas irregularidades cometidas pelo conglomerado do banco Master, o que deve gerar uma investigação complementar do Ministério Público Federal (MPF). O objetivo das operações suspeitas seria manter em operação a instituição sem recursos por mais algum tempo – o que não ocorreu, já que sua liquidação foi decretada pelo BC após a descoberta de um rombo de R$ 12,2 bilhões.

A informação partiu do blog do jornalista Valdo Cruz, do G1/GloboNews, que cita uma investigação sigilosa da autoridade monetária encaminhada ao MPF. Todavia, a decisão do BC foi classificada como precipitada pelo ministro do Tribunal de Contas União (TCU), Jonathan de Jesus, que é o autor do pedido. O ministro fez a solicitação após ser acionado pelo Ministério Público do TCU e receber um pedido da liderança da minoria na Câmara dos Deputados.

O relatório teria quinze páginas e detalha as dificuldades financeiras do banco e as fraudes, algumas já sob investigação da Polícia Federal (PF).

A nova fraude teria sido descoberta pelo BC e comunicada ao MPF ainda em 17 de novembro, dia em que o proprietário do Master, Daniel Vorcaro, foi preso pela venda de carteiras de crédito falsas ou sem lastro para o BRB. No dia seguinte, Master foi liquidado. Não há detalhes sobre as novas irregularidades nem o tamanho da fraude.

O documento é assinado pelos diretores de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino Santos, e de Reorganização do Sistema Financeiro, Renato Gomes.

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