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Queiroz elogia chacina e se apresenta como o próximo Daniel Silveira

Investigado por rachadinhas e pré-candidato a deputado federal, ex-policial quer votos defendendo crimes

Ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Fabricio Queiroz vem utilizado com constância as redes sociais. O ex-policial militar do Rio postou nesta quinta-feira (26) um vídeo elogiando a chacina que deixou 26 mortos na comunidade da Vila Cruzeiro, na zona norte do Rio. O pisódio é considerado a segunda ação policial mais letal na história do estado – atrás do morticínio de 2021 no Jacarezinho, com 28 vítimas.

Em tom de deboche, em áudio Queiroz ironizou o resultado da operação policial, que ainda não divulgou informações sobre as vítimas. Uma morte inocente já foi confirmada. Segundo ele, títulos eleitorais do Partido dos Trabalhadores (PT) foram cancelados, em uma alusão ao suposto apoio de criminosos à sigla.

Pré-candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro, Queiroz quer capitalizar popularidade entre o bolsonaristas raiz – de extrema direita -, ganhando a admiração do tipo de eleitor que votou em Daniel Silveira (PTB-RJ), que ganhou notoriedade por rasgar publicamente uma placa alusiva à vereadora carioca Marielle Franco (PSOL), metralhada e morta em 2018, ao lado de seu motorista, Anderson Gomes. Franco denunciava a ação de milícias em áreas pobres do Rio. Desde 2021 Silveira trava uma guerra com o Supremo Tribunal Federal (STF). Mesmo com sua sentença de prisão perdoada por Bolsonaro, ele corre o risco de perder os direitos políticos e se tornar inelegível para o pleito deste ano.

Ao contrário de Silveira, que foi eleito somente com a bandeira bolsonarista e sem desgastes judiciais pré-mandato, Queiroz enfrentará uma campanha eleitoral com um passivo que pode prejudicá-lo e que derruba a tese de combate à velha política de conchavos e corrupção. Ele é alvo do Ministério Público (MP-RJ), acusado de ser o operador do esquema de rachadinhas de salários de assessores no gabinete do hoje ex-deputado estadual fluminense Flávio Bolsonaro. Os predicados, no entanto, não parecem incomodar Queiroz, que além de atacar siglas de esquerda e o Judiciário, zomba de um crime covarde suspeito de ser perpetrado por agentes do estado contra pelo menos um inocente.

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