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Alcolumbre articula reprovação de Mendonça na sabatina

Enquanto o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) (imagem), mantém a sabatina do ex-Advogado-geral da União (AGU) André Mendonça (abaixo) travada para articular sua reprovação ao Supremo Tribunal Federal (STF), alguns de seus colegas, como o senador Álvaro Dias (Podemos-PR), demonstraram certa preocupação. Na sessão da CCJ na quarta-feira (15) foi pedido para que se encerre o impasse que ocorre desde junho antes os julgamentos do plenário do STF fiquem prejudicados. A corte hoje conta com 10 ministros. Após as cobranças, ficou praticamente acertado que a sabatina ocorrerá até outubro.

Ex-AGU André Mendonça

Alcolumbre guarda algum rancor contra o governo. Ele contava com uma indicação ministerial e agora articula contra o Planalto, sendo este mais um personagem no muro senatorial que complica cada vez mais a vida palaciana, o que obrigou a ascensão de outro personagem, o atual ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, que tenta, apaziguar os ânimos de sua antiga morada, o Senado.

De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, interlocutores próximos de Alcolumbre e do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmam há discordâncias sobre Mendonça. Segurar sua indicação confere poder de barganha a Alcolumbre, uma capacidade parlamentar que lhe foi retirada quando deixou a presidência do Senado. Integrantes do Centrão preferem Augusto Aras no STF. Ele foi reconduzido à Procuradoria Geral da União (PGR) este ano. Aras pode até estar satisfeito por manter o cargo, mas já tem uma substituta caso seja indicado ao Supremo após uma eventual derrota de Mendonça. Seria a subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo. Porém, o chefe da PGR tem um defeito. Ele é católico e o presidente Jair Bolsonaro prometeu à base um ministro “terrivelmente evangélico”, como Mendonça.

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