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Gestora do Daycoval aposta em FII de retrofit residencial

Lucas Andrade
9 de junho de 2026
Projeto foi estruturado como ativo único e atraiu investidores institucionais, multifamily offices e pessoas físicas

A Daycoval Asset Management está apostando em um modelo ainda pouco explorado no Brasil: o retrofit residencial. A gestora lançou um fundo imobiliário de cerca de R$ 40 milhões para reformar dois prédios vizinhos na Vila Mariana, em São Paulo, que somam 40 apartamentos e estão prestes a serem entregues ao mercado. A estratégia, comum em cidades como Nova York e capitais europeias, consiste em revitalizar edifícios antigos e reposicioná-los com padrão moderno.

Localizado na rua José Antônio Coelho, próximo ao Parque Ibirapuera e ao Sesc Vila Mariana, o projeto foi estruturado como ativo único e atraiu investidores institucionais, multifamily offices e pessoas físicas. O retorno está diretamente ligado à venda das unidades após a conclusão das obras. “A escolha da Vila Mariana faz parte da estratégia de começar esse tipo de investimento em bairros consolidados, com alta liquidez imobiliária e menor risco urbanístico e de mercado”, diz Martim Fass, head de investimentos imobiliários da Daycoval Asset Management.

Os apartamentos, de 84 m² e 114 m², preservam características valorizadas dos prédios antigos, como pé-direito alto e plantas amplas, mas receberam nova infraestrutura elétrica, hidráulica e de climatização. O projeto arquitetônico e o design de interiores são assinados pelo escritório Superlimão, que também desenvolveu o apartamento decorado. Além das reformas internas, o empreendimento buscou integração com o entorno, recuando o muro frontal e abrindo o jardim para a rua.

Segundo Guilherme Macedo, gestor do fundo, o projeto funciona como piloto da estratégia de requalificação e deve ser replicado em outras regiões. A iniciativa reforça o potencial do retrofit como alternativa sustentável, já que reaproveita estruturas existentes e reduz o consumo de materiais como concreto e aço. Embora ainda pouco difundido no Brasil, o modelo pode ganhar escala em bairros residenciais consolidados, ampliando o alcance de uma tendência global que alia valorização imobiliária e benefícios ambientais.

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