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Estadão coloca Lula como má escolha para a democracia

Os leitores do jornal O Estado de S.Paulo e das redes sociais foram surpreendidos com um editorial crítico ao ex-presidente Lula (imagem) e ao Partido dos Trabalhadores (PT) neste domingo (23). Ele desponta como líder nas pesquisas eleitorais à presidência da República em um cenário fortemente polarizado. Entretanto, o texto focou no mal que seu possível retorno pode fazer à democracia, deixando-o longe de ser um bastião da salvação.

Ao analisar os 40 anos de existência do partido e o período que Lula e ex-presidente Dilma Rousseff ocuparam o Executivo, o Estadão aponta que sua volta ao cargo não deveria suscitar entusiasmo. Em vez de trazer a ética e a renovação política, como sempre se vendeu, o PT colecionou escândalos, aparelhamento estatal, apropriação do público para fins privados e políticas econômicas desastrosas. Quem lê a primeira vez até pensa que o veículo é pró governo atual, mas o jornal também é contundente com o presidente Jair Bolsonaro (PL). No editorial imediatamente anterior, de sábado (22) escreveu: “A destruição dos pilares da Constituição certamente é um dos objetivos do eterno candidato à Presidência Jair Bolsonaro”.

Criticado por sua irresponsabilidade, foi lembrado que o PT já apresentou impeachments questionáveis contra os ex-presidentes Itamar Franco (Cidadania, antigo PPS) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB). O editorial usou o termo “sabotagem” para descrever a política fechada ao diálogo quando não era governo, se colocando contra tudo que era proposto, incluindo o Plano Real, a modernização do sistema de telefonia e a criação das agências reguladoras.

O texto endurece ao citar a chegada da legenda ao Palácio do Planalto, que tornou o fisiologismo uma política de governo, com os escândalos do Mensalão e do Petrolão como resultado da mais ilegal das manipulações da representação política – não muito diferente das emendas de relator geral (RP9), hoje com força de lei por meio do Projeto de Resolução do Congresso Nacional (PRN) 4/21. Por fim, quando Lula se coloca como perseguido político, mesmo após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) anulando os seus processos julgados pelo ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sergio Moro, ele deixa claro que não acredita nas instituições, alerta o texto.

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