Unidade de 55 m² destinada ao ex-ministro supera a metragem da maior parte dos lançamentos residenciais da capital em 2025
A cela onde o ex-ministro Anderson Torres cumpre pena no núcleo de custódia da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”, tem 54,7 m² e inclui até uma área externa. O espaço supera o tamanho de mais de 85% dos apartamentos lançados na cidade de São Paulo no primeiro semestre de 2025.
Segundo dados do Secovi-SP, foram lançadas 61,1 mil unidades residenciais na capital paulista entre janeiro e junho. Destas, 60% (36,3 mil) tinham entre 30 m² e 45 m², e 25% (15,2 mil) possuíam menos de 30 m² — proporção que evidencia o domínio dos microapartamentos no mercado imobiliário da cidade.
#Justiça 🚔 O STF (Supremo Tribunal Federal) divulgou nesta 5ª feira (27.nov.2025) um vídeo da cela do ex-ministro da Justiça Anderson Torres no presídio da Papuda, em Brasília. A unidade tem 54 metros quadrados e conta com quarto, banheiro, lavanderia, cozinha, sala e área… pic.twitter.com/HWu5idn6ct
— Poder360 (@Poder360) November 28, 2025
Estrutura da cela
A unidade reservada a Torres inclui quarto, banheiro, cozinha, sala, lavanderia e uma área externa de 10,07 m². O espaço tem geladeira, armários, televisão, cama de casal, água quente no chuveiro e permite que o ex-ministro leve um fogão. Embora comporte até quatro pessoas, só ele está detido no local.
De acordo com o Supremo Tribunal Federal, Torres recebe cinco refeições diárias e tem acesso a banho de sol na área externa, onde pode fazer exercícios sem controle de horário. A Papudinha conta ainda com um posto de saúde com equipe completa — médicos, psicólogos, enfermeiros, dentistas e técnicos.
Comparações e contexto
A cela de Torres é significativamente maior que a ocupada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Bolsonaro está em uma sala de 12 m², equipada com ar-condicionado, escrivaninha, frigobar, cama de solteiro e TV.
Torres está detido em área reservada do Complexo Penitenciário da Papuda, considerada mais segura. Os demais condenados do chamado “núcleo 1” da trama golpista — todos militares — foram encaminhados a instalações das Forças Armadas, como o Comando Militar do Planalto e unidades da Marinha e do Exército.
Ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF durante os atos de 8 de Janeiro, Anderson Torres perdeu o cargo de delegado da Polícia Federal após a condenação. Ele cumpre pena de 24 anos de prisão.
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