Após o anúncio de ruptura com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o Banco do Brasil (BB) e a Caixa Econômica Federal (CEF), os dois principais bancos públicos do país, permanecerão na associação por determinação do presidente Jair Bolsonaro (imagem), aponta a coluna do jornalista Valdo Cruz da GloboNews, nesta sexta-feira (3).
O risco se desenhou após a Febraban endossar um manifesto elaborado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em defesa da democracia em meio aos ruídos causados por Bolsonaro contra o Judiciário e o Legislativo. Porém, o manifestação foi mal recebido por representantes do governo, em particular, pelo presidente da Caixa, Pedro Guimarães, que encabeçou a tentativa de saída da federação. Ele também pressionou, segundo bastidores, o presidente da (Fiesp), Paulo Skaf, a atrasar a divulgação do manifesto dos empresários. Assessores presidenciais avaliaram que a forma como Guimarães tratou a questão foi uma trapalhada política.
