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Em “As Fronteiras do Colapso”, Daniela Kallas quer “reviver nossa humanidade”

Lucas Andrade
3 de agosto de 2026

A advogada humanitária e empreendedora social Daniela Kallas, sócia da Avencis Capital e investidora em negócios de impacto, acaba de lançar o livro “As Fronteiras do Colapso”, escrito em parceria com Anália Belisa Ribeiro. A obra aborda temas pouco visíveis das guerras contemporâneas, como o tráfico humano, a violência sexual usada como arma de guerra e a vulnerabilidade de mulheres e crianças em zonas de conflito.

Com mais de 20 anos de experiência em missões internacionais, Daniela atuou em áreas de crise como o Haiti e em regiões marcadas por conflitos internos. Em entrevista a MONEY REPORT, ela destaca que 80% dos refugiados atuais são mulheres e crianças, muitas delas sem certidão de nascimento, vivendo sem identidade jurídica. Para Daniela, o direito internacional humanitário precisa ser reformado diante das novas guerras midiáticas e da disputa geopolítica que limita sua efetividade.

Além da atuação humanitária, Daniela também se consolidou como investidora em negócios de impacto. Entre os projetos está a Nexiqon, indústria que transforma resíduos da construção civil em materiais sustentáveis, duráveis e acessíveis. Os produtos oferecem isolamento térmico e acústico, melhorando a qualidade de vida em comunidades vulneráveis, ao mesmo tempo em que reduzem emissões de carbono — setor responsável por cerca de 40% das emissões globais.

Daniela reforça que impacto só existe se o projeto funciona economicamente. “Não basta ser romântico ou ideológico. É preciso ser viável dentro do capitalismo atual para gerar transformação real”, afirma.

A executiva e escritora espera que os leitores encontrem em “As Fronteiras do Colapso” mais do que relatos de guerra e missões humanitárias. Para ela, cada página é uma oportunidade de despertar a humanidade que muitas vezes se perde no cotidiano acelerado. O livro convida a enxergar o outro, a reconhecer desigualdades e exclusões que não podem ser ignoradas, e a refletir sobre o papel de cada indivíduo na construção de um mundo mais justo.

“É reviver a nossa humanidade”, afirma Daniela Kallas. Não de forma romântica, mas de maneira realista e racional, capaz de inspirar ação e responsabilidade ética.


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