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Guedes deverá explicar na Câmara a saída do BB e da CEF da Febraban

Política e economia sempre andam juntam, mas há uma contaminação tóxica no episódio que pode terminar com a saída do Banco do Brasil (BB) e da Caixa Econômica Federal (CEF) da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), após a entidade setorial participar de um manifesto da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) que pede harmonia entre os Três Poderes da República.

A saída dos bancos públicos foi divulgada no sábado (28) e seria uma resposta, já que a Febraban é um instituição privada e estaria se posicionando de forma política – leia-se, contra o governo. CEF e BB teriam encaminhado nota à Febraban comunicando seus afastamentos caso o manifesto seja publicado. A iniciativa foi votada pela maioria dos integrantes da associação. 

O manifesto A Praça é dos Três Poderes deve ser divulgado na terça-feira (31) e, logo depois de se tornar oficial, o ministro da economia, Paulo Guedes (imagem), deve ser convocado à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmaran para prestar esclarecimentos. O pedido partirá do presidente da CFFC, deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ). Junto com Guedes devem ser convocados os presidentes da Caixa, Pedro Guimarães, e do Banco do Brasil, Fausto Ribeiro. A intenção é que o convite seja aprovado até quarta-feira (1º), como prioridade, e uma audiência única com os três seja marcada dentro de 15 dias.

“Quando você politiza essa questão dos bancos, é muito triste. A gente começa a ficar preocupado. Quero entender, de fato, o que está acontecendo. Não dá para a gente ficar nessa economia ideológica”, afirmou Aureo Ribeiro.

No domingo (29), ele disse que se o ministro da Economia deixar de comparecer, poderá ser convocado, o que tornará sua presença obrigatória. Não seria o caso de Guimarães e Ribeiro, que pelo regimento da Câmara podem se apresentar apenas como convidados.

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