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Presidente da CEF teria ameaçado empresas que aderissem ao manifesto da Fiesp

O manifesto da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) assinado por 200 entidades que pediria harmonia entre os poderes e o respeito às instituições sofreu pressões dentro da Federação Brasileira do Bancos (Febraban). De acordo com a coluna da jornalista Malu Gaspar no jornal O Globo, o presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Pedro Guimarães (imagem), encabeçou a resistência dos bancos públicos contra a adesão – leia-se, do governo federal.

De acordo com relatos de seis pessoas envolvidas na crise, Guimarães telefonou para presidentes de pelo menos duas instituições financeiras e sugeriu que eles poderiam ser excluídos de negócios com o governo caso assinassem o documento. Ele também avisou ao ministro da Economia, Paulo Guedes, que a Caixa e o Banco do Brasil deixariam a Febraban em protesto.

O lançamento do manifesto da Fiesp foi adiado a pedido unilateral do presidente da Federação das Indústrias do Estados de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, para depois do 7 de setembro. Porém, seu teor vazou na segunda-feira (30). Skaf pode ter sofrido mais pressão do que só o pedido educado feito pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), no domingo (29).

Mesmo assim, de pouco adiantou. Ainda na segunda, sete entidades ligadas ao agronegócio publicaram outro manifesto em tom mais enfático contra a atual situação institucional brasileira: “Está nos custando caro”. O alerta do agribusiness veio na esteira das emeaças do pecuarista e cantor Sérgio Reis, ex-deputado federal aliado do presidente Bolsonaro.

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