Com 3 milhões de associados, entidade alerta que 6,5 mil pequenas empresas nos EUA dependem de produtos do Brasil, destino de quase US$ 60 bilhões em bens e serviços
Maior entidade empresarial dos Estados Unidos, a US. Chamber (Câmara de Comércio dos EUA) lançou uma nota pública, nesta terça-feira (15), pedindo que os governos americano e brasileiro entrem em “negociações de alto nível” para impedir que as tarifas de importação de 50% impostas pelo presidente Donald Trump afetem empresas de ambos os lados.
A U.S. Chamber representa mais de 3 milhões de empresas e entidades. A nota foi publicada em conjunto com a Câmara de Comércio Americana no Brasil (AmCham Brasil), que representa cerca de 3,5 mil empresas associadas no Brasil, onde empregam mais de 3 milhões de pessoas. A balança comercial é favorável aos EUA, com superávit de US$ 1,7 bilhão no primeiro semestre de 2025.
O comunicado representa o repúdio da iniciativa privada dos EUA a decisão política de Trump, que tenta pressionar o governo brasileiro por causa do risco de condenação de seu aliado, o ex-presidente Jair Bolsonaro, envolvido na trama golpista do 8 de Janeiro.
A nota é objetiva e pragmática: “Impor tais medidas em resposta a tensões políticas mais amplas corre o risco de causar danos reais a uma das relações econômicas mais importantes dos Estados Unidos e estabelece um precedente preocupante. A tarifa de 50% proposta impactaria produtos essenciais para as cadeias de suprimentos e os consumidores dos EUA, aumentando os custos para as famílias e reduzindo a competitividade de indústrias-chave americanas. ”
A U.S.Chamber alerta quem mais de 6,5 mil pequenas empresas nos EUA dependem de produtos importados do Brasil, que é um dos 10 principais mercados para as exportações dos EUA e o destino de quase US$ 60 bilhões em bens e serviços americanos.
O comunicado encerra com um pedido: “Uma relação comercial estável e produtiva entre as duas maiores economias do Hemisfério beneficia os consumidores e sustenta empregos e a prosperidade mútua. A Câmara dos EUA e a AmCham Brasil estão prontas para apoiar os esforços que conduzam a uma solução negociada, pragmática e construtiva — uma solução que evite a escalada e garanta a continuidade do comércio mutuamente benéfico”.
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