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Alckmin discute tarifa de Trump com setor industrial

Da redação
15 de julho de 2025
Vice-presidente ouviu empresários e ministros sobre impactos da medida dos EUA e reafirmou empenho do governo em buscar solução negociada

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) reuniu-se nesta terça-feira (15) com representantes dos principais setores industriais brasileiros para discutir os impactos das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos nacionais. O encontro contou com a presença de ministros do governo Lula e de executivos de entidades como CNI, Fiesp, Embraer, Weg, Abimaq e outras associações afetadas.

A reunião faz parte da articulação do governo para formular uma resposta coordenada ao chamado “tarifaço de Trump”, que entra em vigor em 1º de agosto. Segundo Alckmin, o momento exige diálogo e busca por uma solução diplomática.

“Os EUA têm déficit na balança comercial com boa parte do mundo, mas têm superávit na balança comercial com o Brasil. O governo brasileiro está empenhado em resolver essa questão”, afirmou o vice-presidente durante o encontro com os empresários.

Alckmin também reiterou que uma proposta de negociação comercial foi enviada aos norte-americanos em maio, mas ainda não houve resposta por parte do governo de Donald Trump. “

“A primeira tarefa é conversar com o setor privado”, finalizou o vice-presidente. “O governo está empenhado em resolver essa questão com diálogo.”

A reunião contou com ministros como Rui Costa (Casa Civil), Fernando Haddad (Fazenda), Maria Laura da Rocha (Relações Exteriores), Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), Simone Tebet (Planejamento) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais).

Setor produtivo mobilizado

Entre os líderes empresariais presentes estavam:

  • Renato da Fonseca Alban (CNI)
  • Josué Gomes da Silva (Fiesp)
  • Francisco Gomes Neto (Embraer)
  • José Velloso (Abimaq)
  • Paulo Hartung (IBÁ)
  • Cristina Yuan (Instituto Aço Brasil)
  • Daniel Godinho (WEG)
  • Edison da Matta (Sindipeças), entre outros.

O grupo representa setores como máquinas, calçados, têxteis, siderurgia, autopeças, papel e celulose, considerados os mais afetados pelas novas tarifas.

Tarcísio também se mobiliza

Também nesta terça, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), recebeu empresários dos setores de suco de laranja, carne e outros que devem ser diretamente atingidos pela medida norte-americana. O encontro foi realizado no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, com o objetivo de levantar os impactos e encaminhar um diagnóstico ao governo federal.

A Casa Branca justificou as novas tarifas como estratégia para proteger a produção doméstica dos EUA em setores considerados estratégicos. O governo brasileiro, por sua vez, considera a medida inadequada e estuda a aplicação de contramedidas com base na Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada neste ano.


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