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A importância da disciplina fiscal, segundo a ata do Copom

Lucas Andrade
5 de maio de 2026
Colegiado destaca a necessidade de políticas fiscal e monetária harmoniosas

A ata da última reunião do Copom, que cortou a Selic para 14,50% ao ano, reforça que a disciplina fiscal é peça-chave para a convergência da inflação à meta e para a eficácia da política monetária. O documento destaca que, em um ambiente de incerteza global e pressões inflacionárias internas, a credibilidade das políticas públicas é determinante para reduzir o prêmio de risco e evitar que a taxa de juros neutra da economia se eleve.

Segundo o Comitê, o enfraquecimento do esforço em reformas estruturais, o aumento de crédito direcionado e as dúvidas sobre a estabilização da dívida pública podem comprometer a potência da política monetária, elevando o custo da desinflação em termos de atividade econômica. Nesse contexto, o Copom defende que políticas fiscal e monetária devem ser harmoniosas, previsíveis e anticíclicas.

A ata também ressalta que expectativas de inflação desancoradas exigem uma postura monetária mais restritiva e prolongada, o que aumenta os custos para a economia. Por isso, a disciplina fiscal é vista como essencial para reduzir incertezas, fortalecer a confiança dos agentes e permitir que a política monetária alcance seus objetivos com menor impacto sobre o crescimento.

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