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Vorcaro é preso pela PF em nova operação do caso Master

Da redação
4 de março de 2026
Banqueiro foi localizado em casa. Seu cunhado, Fabiano Zettel, se entrega horas depois. Após movimentações suspeitas, STF determinou o afastamento de funcionários públicos e bloqueios até R$ 22 bilhões

Banqueiro envolvido na falência fraudulenta e bilionária do banco Master, Daniel Vorcaro foi detido na manhã desta quarta-feira (4) pela Polícia Federal (PF), em sua residência, no Jardim Europa, em São Paulo. Ele é um dos quatro alvos de mandados de prisão preventiva emitidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Seu cunhado, Fabiano Zettel, também foi preso. Ele se apresentou às autoridades pouco antes das 10h, acompanhado de seus defensores. Funcionários públicos tiveram afastamento determinado pela Justiça.

A PF investiga “possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa” no âmbito da terceira fase da Operação Compliance Zero. O STF determinou também afastamento de cargos públicos de alguns investigados, além de sequestro e bloqueio de bens no montante de até R$ 22 bilhões em 15 mandados de busca e apreensão.

As buscas ocorrem em São Paulo e Minas Gerais para, de acordo com a PF, interromper “a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas apuradas”. Ou seja, foram detectadas movimentações de ocultamento de recursos dos investigados.

É a segunda vez que Vorcaro vai para a prisão. A primeira ocorreu em novembro, quando ele tentaria embarcar em uma jato privado para o Oriente Médio, via Europa, no que a PF considerou uma tentativa de fuga.

A fraude do Master envolve um rombo que pode atingir R$ 47 bilhões, a maior quebra de uma instituição financeira na história do Brasil. O centro do esquema financeiro estava na venda de títulos de crédito falsos sob a promessa de remuneração acima das médias de mercado.  

As medidas foram autorizada pelo ministro do STF André Mendonça, em sua primeira ação como relator do caso após o pedido de afastamento do colega, o ministro Dias Toffoli, em fevereiro.

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