Corregedoria apura falhas na fiscalização em meio a críticas do TCU e STF pelo caso que envolve transferências de carteiras problemáticas
O Banco Central (BC) iniciou uma investigação interna para examinar o processo de crescimento acelerado e a liquidação extrajudicial do Banco Master, controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro. A medida, determinada pelo presidente Gabriel Galípolo, é conduzida pela corregedoria sob sigilo e sem prazo definido para conclusão. O foco está em identificar possíveis falhas na supervisão regulatória do banco.
O Banco Master chamou atenção por transferir carteiras problemáticas, incluindo títulos podres originados pelo Will Bank — também liquidado pelo BC —, para outras instituições financeiras, como o BRB. O BRB atualmente avalia esses ativos recebidos. Essa movimentação ocorreu antes da liquidação do Master em novembro de 2025.
A demora do BC em detectar o aumento de operações de risco no banco está no centro das apurações. O caso ganhou repercussão com questionamentos do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, o ex-diretor de Fiscalização do BC foi afastado logo após a liquidação.
A liquidação do Banco Master expõe desafios na fiscalização de instituições de médio porte em meio a crescimentos rápidos e operações de alto risco. A conclusão da investigação pode resultar em mudanças nos processos de supervisão do BC para evitar casos semelhantes.
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