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Musk cita hacker para cancelar acordo com Twitter

Da redação
30 de agosto de 2022
Defesa alega que informante revelou falhas na proteção de dados omitidas pela empresa indicam má gestão

O bilionário Elon Musk apresentou novos documentos para rescindir seu acordo de compra do Twitter. Ele cita as revelações do ex-diretor da plataforma sobre importantes brechas de segurança e dados de contas enganosas, segundo um documento divulgado nesta terça-feira (30). Em sua apresentação à comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos (na sigla em inglês, SEC), que administra o mercado financeiro, os advogados de Musk afirmam que a informação fornecida recentemente pelo denunciante Peiter Zatko evidencia “má gestão de grande alcance no Twitter que provavelmente tem graves consequências para o negócio da rede social”. Zatko seria hacker white hat, aquele que estuda sistemas em busca de falhas, mas sem alterar, manipular, furtar ou sequestrar conteúdos e programas.

Musk luta nos tribunais para se retirar do acordo de compra do Twitter por US$ 44 bilhões e pediu formalmente o comparecimento de Zatko, para que este compartilhe informações sobre contas de spam e falhas na proteção de dados. O bilionário espera que as acusações feitas por Zatko fortaleçam seu lado. De acordo com documentos judiciais divulgados na segunda-feira (29), Zatko foi obrigado a responder a perguntas dos advogados de Musk em 9 de setembro. Ele afirma que o Twitter enganou usuários e reguladores sobre violações de segurança “extremas e flagrantes”.

O advogado de Musk, Mike Ringler, escreveu em uma carta à diretora jurídica do Twitter que foi incluída na apresentação à SEC mostrando que as revelações de Peiter Zatko fornecem “razões adicionais” para abandonar o plano de compra. “Denúncias de certos fatos, conhecidos no Twitter em ou antes de 8 de julho de 2022, mas não divulgados às partes que representam Musk nessa data ou antes, surgiram e fornecem razões adicionais e distintas para rescindir o contrato de aquisição”, escreveu Ringler, acrescentando que os novos elementos não são necessários para justificar a rescisão do contrato, mas constituem argumentos adicionais “no caso de o aviso de rescisão de 8 de julho ser considerado inválido por qualquer motivo”.

O que MONEY REPORT publicou

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