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Telegram tem 10 dias para explicar como combate fake news

Da redação
21 de março de 2022
Solicitação apura “eventuais violações de direitos fundamentais por parte de provedores de aplicação da internet que operam no Brasil”

O Ministério Público Federal (MPF) deu prazo de 10 dias úteis para que o Telegram forneça informações sobre sua política de enfrentamento de fake news. Um ofício foi encaminhado neste domingo (20) para o representante legal da empresa no Brasil, o advogado Alan Campos Elias Thomaz.

A solicitação do MPF apura “eventuais violações de direitos fundamentais por parte de provedores de aplicação da internet que operam no Brasil”, inquérito este que está sob o guarda-chuva da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo. 

As empresas que controlam o WhatsApp, Facebook, Instagram, Twitter, TikTok e YouTube também têm de prestar esclarecimentos sobre como atuam contra “práticas organizadas de desinformação que colocam em risco a saúde da população e o funcionamento das instituições democráticas”, e atualmente colaboram com a investigação. 

Até o último fim de semana, o Telegram ainda não havia indicado representação no País para responder aos questionamentos do MPF, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal Eleitoral (TSE), o que levou o ministro Alexandre de Moraes a determinar a suspensão do aplicativo. A decisão foi revogada após a empresa indicar o nome de Alan Thomaz.

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