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Para PF, Chico Rodrigues era “gestor paralelo” da Saúde em Roraima

As mensagens encontradas no celular aprendido do senador Chico Rodrigues (DEM-RR) deram mais indícios à Polícia Federal (PF) que ele lideraria um esquema de desvio de verbas para o combate à pandemia de covid-19 no estado de Roraima. Para os investigadores, Rodrigues atuaria como um “gestor paralelo” da Secretaria Estadual de Saúde.

Rodrigues ganhou notoriedade ao ser flagrado pela PF ocultando R$ 33 mil em sua cueca, enquanto sua casa em Boa Vista (RR) era vasculhada, na manhã de quarta-feira (14). Ex-vice líder do governo no Senado, o escândalo fez com que na terça-feira (20) ele pedisse licença do cargo por 121 dias.

No relatório do inquérito, que teve o seu sigilo levantado nesta quarta-feira (21), por determinação do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (SF), a PF afirma que o senador cobrava abertamente a liberação de recursos para o pagamento a empresas investigadas no esquema.

Em uma das mensagens, ele cobra um funcionário pelo pagamento adiantado de “Gilce”. O relatório aponta que “tudo indica que o senador estaria cobrando o pagamento da empresa Haiplan Construções Comércio e Serviços Ltda tendo em vista que um dos sócios da empresa é Júlio Rodrigues Ferreira, marido de Gilce de Olliveira Pinto”. A empresa é fornecedora de álcool em gel para esterilização contra o coronavírus e já foi flagrada entregando material fora das especificações.

Um segundo núcleo do esquema envolveria a Quantum Empreendimentos em Saúde, cujo sócio, Jean Frank Padilha Lobato, é suspeito de ser o operador financeiro do senador. Jean Frank é casado com uma funcionária do gabinete de Chico Rodrigues.

A PF também encontrou evidências de desvio de função, já que duas de suas assessoras de gabinete, Adriana e Cláudia, atuavam na San Sebastian, empresa de seu filho, Pedro Rodrigues, que vai assumir a vaga do pai no Senado e também é sócio de outra empresa investigada por outras irregularidades em contratos públicos.

A defesa do senador afirmou, em nota, que Chico Rodrigues jamais interferiu indevidamente nos contratos do estado de Roraima com a iniciativa privada.

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