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Senador Chico Rodrigues pode ser substituído pelo filho, sócio de empresa investigada

O afastamento por 90 dias do senador Chico Rodrigues (DEM-RR), depois que a Polícia Federal encontrou, na manhã de quarta-feira (14), R$ 33 mil ocultos em suas roupas íntimas, enquanto agentes revistavam sua casa, em Boa Vista, pode dar duplamente em nada. A decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF) teria que ser endossada pelo Senado, o que não deve ocorrer. Mas, se aceita, quem assumiria a vaga é seu filho e primeiro suplente, Pedro Arthur Rodrigues, de 41 anos, que é sócio de uma empresa há anos investigada por atividades suspeitas do pai.

Em sociedade com o irmão Thiago Henrique, Pedro é dono da Art. Tec. Tecnologia em Construção, Terraplanagem e Comércio, empresa condenada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), em 2011, por problemas em contratos de repasses e convênios de R$ 1 milhão entre o município de São Luiz do Anauá (RR) e a União. Os desvios ocorreram entre 2001 e 2002, quando os irmãos não estavam no negócio, hoje inativo. Quem tocava a empresa era Emanuel Andrade Silva, irmão do hoje senador.

Em 2011, a Art. Tec. foi condenada a pagar multa de R$ 200 mil e se tornou impedida de participar de contratos públicos por cinco anos. O caso foi parar no Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2014, onde segue sob segredo judicial.

Ainda que Pedro Arthur resida na casa alvo da operação policial, ele não é considerado suspeito. O senador Chico Rodrigues afirmou não ter envolvimento com qualquer ato ilícito.

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