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Governo oficializa crise hídrica, aumenta energia e pede moderação no consumo

Em pronunciamento na noite desta segunda-feira (28), o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, anunciou que o governo finaliza um programa voluntário para incentivar a redução do consumo de energia por indústrias. Na prática, é a oficialização à população que o país se defronta com uma drástica redução nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas e barragens das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul. O efeito será sentido a partir de julho, quando será aplicada a bandeira vermelha na cobrança de energia, a mais elevada. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) se reunirá nesta terça (29) para estabelecer a elevação das tarifas.

Para tentar evitar problemas de abastecimento de energia, o governo lançou uma medida provisória para iniciativas emergenciais que garantam o abastecimento do país enquanto perdurar a grande estiagem que afeta a Bacia do Rio Paraná, onde estão algumas das maiores hidrelétricas do país, como Itaipu, Furnas, Jupiá, Itumbiara, Ilha Solteira e Porto Primavera. Um comitê de crise com poderes até 30 de dezembro, formado por integrantes dos ministérios de Minas e Energia, Economia, Infraestrutura, Agricultura, Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional, vai estabelecer limites de uso, armazenamento e vazão das usinas. A MP também possibilita a contratação de reserva de capacidade e energia de matrizes térmicas.

Em maio, o Sistema Nacional de Meteorologia (SNM) emitiu um alerta de emergência hídrica para a área da Bacia do Paraná, que abrange os estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná. O SMN previa chuvas abaixo da média entre junho e setembro na região. Foi a primeira vez que o órgão emitiu um alerta desta natureza. De setembro a maio, a vazão de água que chega às hidrelétricas registrou o pior índice do histórico desde 1931, informou o Ministério de Minas e Energia.

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