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Fiesp divulga manifesto sem assinatura da Febraban

Após as manifestações antidemocráticas de 7 de setembro e a distensão do clima de instabilidade política por intermédio do ex-presidente Michel Temer (MBD-SP), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) finalmente publicou seu manifesto intitulado “A Praça é dos Três Poderes” nesta sexta-feira (10). O texto é semelhante ao vazado em 30 de agosto, logo depois de o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal ameaçaram romper laços com a Federação Brasileira do Bancos (Febraban). Foram 247 signatários, porém a entidade do setor bancário não assinou o texto.

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf (imagem), já havia sinalizado que divulgaria o manifesto após os atos. Ele conversou com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) em 29 de agosto sobre a questão. “Não tem um prazo para a divulgação do manifesto, ficou combinado que não será nesta semana”, afirmou Skaf então.

Leia o texto na íntegra abaixo:

A Praça é dos Três Poderes

A representação arquitetônica da Praça dos Três Poderes expressa a independência e a harmonia entre o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. Essa é a essência da República. O espaço foi construído formando um triângulo equilátero. Os vértices são os edifícios-sede de cada um dos Poderes. Essa disposição deixa claro que nenhum dos prédios é superior em importância, nenhum invade o limite dos outros, um não pode prescindir dos demais. Em resumo, a harmonia entre eles tem de ser a regra. Esse princípio está presente de forma clara na Constituição Federal, pilar do ordenamento jurídico do país. Diante disso, é primordial que todos os ocupantes de cargos relevantes da República sigam o que a Constituição impõe. As entidades da sociedade civil que assinam este manifesto veem com grande preocupação a escalada da tensão entre as autoridades públicas. O momento exige de todos serenidade, diálogo, pacificação política, estabilidade institucional e, sobretudo, foco em ações e medidas urgentes e necessárias para que o Brasil supere a pandemia, volte a crescer de forma sustentada e continue a gerar empregos. Esta mensagem não se dirige a nenhum dos Poderes especificamente, mas a todos simultaneamente, pois a responsabilidade é conjunta. Mais do que nunca o momento exige aproximação e cooperação entre Legislativo, Executivo e Judiciário. É preciso que cada um atue com responsabilidade nos limites de sua competência, obedecidos os preceitos estabelecidos em nossa Carta Magna. Esse é o anseio da Nação brasileira.

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