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CEO da BioNTech alerta que vacinas podem não deter variante

Da redação
20 de dezembro de 2021

As vacinas existentes contra a covid-19 podem não ser eficientes a ponto de conter os contágios pela variante ômicron, alertou nesta segunda-feira (20) Ugur Sahin, CEO da BioNTech, empresa alemã que liderou o desenvolvimento da vacina de mRNA (RNA mensageiro) produzida em parceria com a Pfizer. “Devemos estar cientes de que mesmo vacinados triplos podem transmitir a doença. É óbvio que estamos longe dos 95% da eficácia que obtivemos contra o vírus inicial”, disse Sahin ao diário francês Le Monde.

Apesar disso, o executivo afirmou que Grã-Bretanha e África do Sul estão fornecendo “informações tranquilizadoras”. A última pesquisa da sul-africana sugeriu que duas doses da vacina Pfizer/BioNTech ofereceriam 70% de eficácia na redução do risco de hospitalização. A variante foi identificada no país africano. “Haverá uma perda de eficácia contra a ômicron ao longo do tempo, é muito provável, mas ainda está para ser medido o quão rápido. Não vou basear as previsões em dados laboratoriais preliminares, mas em dados da vida real, o que é muito mais apropriado”, disse o imunologista alemão.

Sahin esclareceu que o teste para covid-19 é importante, especialmente para os idosos e durante o inverno, assim como outras medidas de proteção, como o uso de máscara, acrescentando, “caso contrário, não conseguiremos controlar a rápida expansão desta nova variante”. A empresa alemã já está projetando uma vacina contra o coronavírus adaptada à nova variante, usando a proteína spike do ômicron e suas 32 mutações como antígeno. Sahin anunciou que o novo imunizante deve ficar pronto em março.

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