PATROCINADORES

Ainda há indefinições sobre o reajuste do funcionalismo

Da redação
25 de dezembro de 2021

A política de reajuste dos servidores públicos federais em 2022 ainda não está definida, disse o presidente Jair Bolsonaro (PL) (imagem) na tarde desta sexta-feira (24). Em entrevista no Palácio da Alvorada, Bolsonaro disse que esperará as próximas semanas para decidir a distribuição da verba do Orçamento de 2022 para o reajuste do funcionalismo.

Na última terça-feira (21), o Congresso aprovou o Orçamento de próximo ano com reserva de R$ 1,7 bilhão para reajuste a forças federais de segurança e cerca de R$ 800 milhões para agentes comunitários de saúde e agentes de combate a endemias.

“Me coloco no lugar deles. Os [cerca de] R$ 2 bilhões, vai ser decidido para quem ir. Pode ser que parte vá para o pessoal da Receita [Federal], pode ser para pessoal dos policiais, para ninguém, ou dar menos de 1% para todo mundo. Deixa acalmar um pouquinho aí que a gente toma a melhor decisão”, declarou o presidente, em entrevista à imprensa, após a assinatura da adesão de Goiás ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF).

O mandatário diz estar atento à situação salarial dos servidores, mas ressaltou que não pode atender a todos os pedidos por causa da lei do teto e de outras pressões sobre os gastos públicos, como o reajuste às aposentadorias. “Todo mundo merece [o reajuste]. Não vou desmerecer, falar que não merece. A folha deles [do pessoal da saúde] ultrapassa R$ 13 bilhões. Vai ter que dar 10% para os aposentados, e o impacto é bastante grande. Nós temos um teto. Esse que é o problema. Governos anteriores não tinham o teto, então não tinham problema”, acrescentou o presidente.

Receita Federal

Sobre o indicativo de greve aprovado na noite de quarta-feira (23) por servidores da Receita Federal, Bolsonaro informou que conversará sobre a situação com o ministro da Economia, Paulo Guedes. Segundo ele, a regulamentação do bônus de eficiência pedida pela categoria teria baixo impacto sobre o Orçamento, de cerca de R$ 200 milhões por ano, mas Guedes não quis ceder, por causa de limitações como o teto.

(com Agência Brasil)

COMPARTILHE:

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

PATROCINADORES

Leia também

Em breve