Controlada da Patria Investimentos quer integrar energia e commodities agrícolas em nova estratégia de expansão
A Tria, empresa controlada pela Patria Investimentos, anunciou sua entrada no mercado global de trading de açúcar, ampliando a estratégia de expansão da companhia para além do setor elétrico e reforçando a aposta em uma plataforma integrada de commodities.
O movimento marca uma nova etapa da empresa, que busca conectar operações físicas de trading ao capital institucional. Segundo a companhia, a entrada no segmento sucroenergético permitirá atuação cruzada entre energia e açúcar, aproveitando a proximidade entre as duas cadeias produtivas.
A estratégia ocorre poucos meses após a Tria anunciar a aquisição da carteira de comercialização de energia da Raízen, em dezembro do ano passado, ampliando sua presença no mercado livre de energia.

“Essa escolha do açúcar como a commodity a ser negociada está diretamente ligada à proximidade com o setor elétrico”, afirmou Heloy Rudge, cofundador e diretor de novos negócios da Tria. Segundo ele, a companhia pretende se posicionar como parceira estratégica das usinas ao operar simultaneamente com açúcar e energia gerada a partir do bagaço da cana.
O foco inicial da operação será o açúcar branco, embora a empresa também avalie atuar de forma oportunística no mercado de açúcar bruto do tipo VHP. A expectativa é que, no futuro, o produto passe a integrar permanentemente o portfólio da companhia.
Além da comercialização da commodity, a Tria informou que pretende oferecer linhas estruturadas de financiamento para usinas, incluindo operações pré-safra, hedge e acesso direto a compradores internacionais em regiões como Américas, África e Oriente Médio.
A entrada da empresa no mercado de açúcar ocorre em um momento de crescente interesse de gestoras e tradings por operações integradas entre energia, crédito e commodities agrícolas, especialmente em setores ligados à transição energética e ao agronegócio brasileiro.
