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Família controladora pressiona Volkswagen por reestruturação após queda no lucro

Da redação
13 de maio de 2026
Holding Porsche SE cobra revisão do modelo de negócios da montadora alemã, enquanto grupo amplia apostas em inteligência artificial e defesa

A família Porsche-Piëch, principal acionista da Volkswagen, voltou a pressionar a montadora alemã por uma reformulação de sua estratégia diante da queda nos resultados financeiros e do aumento das dificuldades no setor automotivo global. As informações foram publicadas pela Folha de S.Paulo com base em reportagem da Reuters.

A cobrança ocorreu após a Porsche SE, holding que controla a participação da família no grupo, registrar queda de 21% no lucro ajustado do primeiro trimestre, para 382 milhões de euros (cerca de R$ 2,2 bilhões).

Além disso, a holding reportou prejuízo de 923 milhões de euros no período, impactada por uma baixa contábil de 1,3 bilhão de euros ligada à sua participação na Volkswagen. A deterioração dos resultados ocorre em meio à desaceleração do mercado automotivo europeu, à concorrência crescente das montadoras chinesas e às dificuldades da transição para veículos elétricos.

Em comunicado, o presidente do conselho da Porsche SE, Hans Dieter Poetsch, afirmou que os modelos de negócios que sustentaram os investimentos do grupo “precisam ser realinhados”. A holding detém 31,9% das ações da Volkswagen e mais de 53% dos direitos de voto da companhia.

Ao mesmo tempo, a Porsche SE vem ampliando investimentos fora do setor automotivo tradicional. Segundo a reportagem, o grupo aposta em áreas como inteligência artificial e defesa, em busca de diversificação diante da pressão sobre as montadoras europeias. Uma das operações recentes envolveu a venda de participação na startup de semicondutores Celestial AI, que gerou receita de 60 milhões de euros no trimestre.

A Volkswagen já anunciou um amplo programa de corte de custos, incluindo a redução de 50 mil empregos até 2030. O CEO da companhia, Oliver Blume, também prometeu aprofundar as medidas de eficiência, em meio à pressão sobre fábricas na Alemanha e à queda da rentabilidade do grupo.

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