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A maior lição da queda das ações da IRB Brasil na bolsa

A trajetória da resseguradora IRB Brasil na bolsa de valores pode ser resumida na mais icônica das frases do megainvestidor Warren Buffett:

“São necessários 20 anos para construir uma reputação e apenas cinco minutos para destruí-la.”

Fundada em 1939 e maior empresa do setor na América Latina, a IRB abriu o capital em 2017 e, desde então, suas ações triplicaram de preço. 

Foram necessários apenas um relatório e um comunicado à imprensa para destruir o que companhia fez de positivo nos últimos anos. Tudo começou com uma carta publicada pela gestora fluminense Squadra, que questionava os lucros recorrentes da resseguradora. Isso foi suficiente para que as ações desabassem, mas elas se recuperaram depois de o jornal O Estado de S. Paulo publicar que a Berkshire Hathaway, de Buffet, havia decidido investir na empresa. A Berkshire, porém, afirmou que “não é acionista da IRB atualmente, nunca foi acionista da IRB e não tem intenção de se tornar um acionista da IRB.” 

O caso da IRB Brasil é grave e revela como os investidores podem ser influenciados por informações contaminadas por interesses ocultos. Depois da negativa de Buffett, as ações da IRB chegaram a desabar 40%. Fica uma lição desse episódio: é arriscado demais comprar ações de empresas sem conhecê-las de verdade. Com o crescimento do mercado acionário brasileiro, alguns novos investidores acreditam que vão encontrar o pote de ouro no meio do caminho. Nada mais ilusório.

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