Document
PATROCINADORES

“Opinião pública hoje é mais favorável à reforma”, diz Meirelles

O secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, Henrique Meirelles, reforçou nesta quarta-feira (27) a necessidade de aprovação da reforma da Previdência. Ele foi o convidado do evento “O Futuro da Economia”, promovido por MONEY REPORT. Para Meirelles, a mudança nas regras de aposentadoria é fundamental para os rumos da economia brasileira.

Na avaliação dele, a discussão hoje é melhor compreendida, fruto de um amadurecimento iniciado no governo Michel Temer (MDB), quando ele era ministro da Fazenda e também apresentou um projeto de reforma previdenciária. “A dificuldade era muito maior quando começamos o debate. Quando apresentamos a proposta em 2016, 71% se diziam contra. Mas houve um processo de esclarecimento de lá para cá, de compreensão da necessidade de reverter o déficit na Previdência. Então, o jogo é outro hoje. A opinião pública é mais favorável”, comentou.

A reforma proposta por Meirelles projetava uma economia de R$ 600 bilhões em dez anos. Ela estava prestes a ser votada no plenário da Câmara, mas fracassou com a divulgação das conversas entre o empresário Joesley Batista e Temer. O atual projeto, elaborado pelo ministro Paulo Guedes, prevê uma economia de R$ 1 trilhão em dez anos. Meirelles apontou que só será possível comparar as duas reformas quando a atual passar pelas comissões da Câmara. “Pontos fundamentais constam nos dois projetos, como a idade mínima para aposentadoria de homens e mulheres, mas é preciso esperar para saber que reforma vai chegar para ser votada no plenário. A estimativa do projeto anterior, no início, se aproximava à do atual governo até ser discutida pelos parlamentares”, disse.

O ex-ministro ressaltou que o governo Jair Bolsonaro (PSL) precisa reforçar a articulação política. Para Meirelles, o governo tem que ter disposição para esclarecer os pontos da reforma e compreender o lado dos parlamentares. “A negociação é a essência da democracia. Não falo em negociar coisas ilícitas, mas discutir os projetos e estabelecer prioridades. Quando era ministro, conversei com praticamente todos os partidos e bancadas temáticas, porque o interesse muda conforme a base eleitoral. O parlamentar até sabe da importância da medida, mas se posiciona contra para não perder voto e pôr em risco sua eleição”, contou.

Por isso, o secretário do governo paulista disse não ver com bons olhos os ruídos na relação entre Bolsonaro e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). “Uma disputa entre Executivo e Congresso provoca resultados não previsíveis e opostos ao pretendido”, alertou. Ele citou a aprovação da proposta que obriga o governo a executar todos os investimentos previstos pelo Orçamento. “O atrito entre os poderes não faz bem para nenhum dos lados. São duas áreas em disputa, que interagem e que precisam que trabalhar juntas”, afirmou.

Convidado pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), para ser secretário, Meirelles disse que uma das prioridades da gestão será a privatização da Sabesp. “Mas vai depender se a medida provisória que altera o marco regulatório do saneamento virar lei”, indicou. Ele contou ainda que a articulação do estado foi fundamental para a permanência da General Motors no país. “Eram 60 mil empregos diretos em risco, fora todo impacto que iria gerar na cadeia produtiva. O governo estimulou uma conversa franca entre a companhia, fornecedores e trabalhadores. No final, a montadora decidiu não só manter as operações no país como também injetar R$ 10 bilhões em duas fábricas”, acrescentou.

Candidato à presidência da República em 2018, Meirelles não garantiu nem descartou novas pretensões eleitorais. “Se houver uma possibilidade, sim. Não é um objeto de desejo. É uma questão de oportunidade e destino”, completou.

Clique aqui e veja como foi o evento.

Compartilhe

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pergunte para a

Mônica.