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O que pode ser privatizado no governo Bolsonaro?

O que pode ser privatizado no governo Bolsonaro?

Eleito com um discurso liberal na economia, Jair Bolsonaro não tem se mostrado simpático à ideia de privatizar grandes empresas estatais. Desde a campanha, o capitão reformado tem se posicionado contra a venda de companhias consideradas “estratégicas” para o país, como Petrobras, Banco do Brasil e Eletrobras. Com a impossibilidade de se desfazer das “joias da coroa”, fica a dúvida: o que sobra para a equipe do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, privatizar?

Em relatório enviado aos seus clientes, o BTG Pactual traz a lista com as 148 empresas do governo federal. Destas, 47 são controladas diretamente pela União, enquanto 101 são administradas indiretamente, como as 38 subsidiárias da Petrobras. Como grande parte das estatais é deficitária, o Tesouro Nacional foi obrigado a gastar mais de R$ 46 bilhões nos últimos cinco anos para cobrir o rombo.

Para Sandro Cabral, professor do Insper, o governo Bolsonaro deve focar sua agenda de privatizações nas subsidiárias de suas maiores companhias. “É bem provável que a gente observe vendas nas áreas de refino e distribuição da Petrobras, por exemplo”, analisa. “Na área de energia elétrica, algumas distribuidoras que pertencem ao estado, assim como a parte de geração e transmissão, podem entrar nesse pacote”. Outros ativos “laterais” nas principais estatais, como a área de turismo do Banco do Brasil, estariam nessa lista.

Na opinião de Cabral, a relutância em vender as maiores estatais vem das posições antagônicas dentro da própria equipe de Bolsonaro, composta por três núcleos distintos: o econômico, comandado pelo liberal Paulo Guedes; político, com Onyx Lorenzoni, Gustavo Bebianno, e o próprio clã Bolsonaro à frente; e o militar, com os generais Hamilton Mourão e Augusto Heleno. “Os militares têm, ideologicamente, um viés mais estatizante, enquanto o grupo político, naturalmente, tem interesse em manter as estatais com grupos sob o seu controle, utilizando-as para emplacar seus apadrinhados”, completa.

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