Governo Lula anunciou isenção de impostos em compras até US$ 50 no e-commerce internacional. Setores pedem isonomia tributária e alertam para desemprego e queda no PIB
O fim da chamada ‘taxa das blusinhas’ foi motivo de críticas entre os setores da indústria e do varejo brasileiro. O temor é que a medida traga desemprego, inviabilize empresas nacionais e prejudique a economia doméstica. A isenção das compras até US$ 50 feitas em plataformas online foi anunciada na noite dessa terça-feira (12), pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em transmissão ao vivo do Palácio do Planalto.
Segundo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a medida gera uma concorrência desleal que destrói empregos e sabota a economia nacional. Segundo a entidade, a presidência do Congresso precisa devolver a MP do governo que isenta de impostos o e-commerce internacional. O posicionamento é corroborado pelo Instituto de Desenvolvimento do Varejo (IDV), entidade que reúne várias grandes empresas do setor como Americanas, Assai, Renner e Magazine Luiza.
“O fim do imposto de importação na venda cross border acarretará riscos para a economia, cujas consequências poderão comprometer a viabilidade das empresas e o emprego de milhares de trabalhadores, não apenas no presente imediato, mas também num futuro muito próximo”, disse a associação em nota.
O IDV alerta para riscos à viabilidade das companhias e perda de milhares de vagas. A entidade prevê queda nas vendas de produtos nacionais, dificuldades de competição com importados subfaturados e sem imposto, e cobra isonomia. “O varejo quer isonomia tributária. Se houver zero de Imposto de Importação na venda cross border, é preciso ter zero de imposto também para o produto nacional com preço de até US$ 50”.
