Falta de trabalho ainda atinge 9,9 milhões de brasileiros, menor taxa desde janeiro de 2016
A taxa de desocupação entre maio e julho ficou em 9,1%, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o que representa 9,9 milhões de desempregados. É o menor percentual de desocupação desde o trimestre encerrado em dezembro de 2015, também de 9,1%.
O período de maio a julho deste ano também apresentou queda em relação ao trimestre anterior, puxado pelo crescimento do trabalho informal, que bateu o recorde na série histórica e chegou a 13,1 milhões de pessoas. Trabalhadores informais compuseram 39,8% do volume de trabalho no país. Estão incluídos nesse grupo trabalhadores sem registro, empregadores por conta própria sem CNPJ, além de trabalhadores familiares auxiliares.
Dois grupos de atividades tiveram o maior número de novos profissionais: Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas, que empregaram mais 692 mil pessoas, e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, com 648 mil pessoas. Nenhum dos grupos, porém, teve queda. Apenas o setor de Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura não apresentou crescimento na população ocupada.
O rendimento médio salarial também teve crescimento real pela primeira vez em dois anos, chegando a R$ 2.693,00 no trimestre. De acordo com a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios, Adriana Beringuy, a última vez que houve crescimento significativo foi no trimestre encerrado em julho de 2020. O valor foi 2,9% maior que no trimestre anterior. Os dados mostram que o crescimento foi influenciado principalmente por um aumento no rendimento de empregadores, militares e funcionários públicos estatutários. Não houve variação nos demais grupos.
