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Consumo em SP está mais seletivo

Da redação
6 de maio de 2026
Levantamento da Zig mostra um consumidor com menor frequência de pedidos e maior valor médio gasto em bares e restaurantes

O consumo em bares, restaurantes e casas noturnas de São Paulo apresentou sinais de maior seletividade no primeiro trimestre do ano. Levantamento da Zig, empresa de tecnologia especializada em gestão de consumo, mostra que, na base comparável de estabelecimentos, o volume de pedidos caiu 3,11%, enquanto a receita ficou praticamente estável, com alta de 1,33%. No mesmo recorte, o ticket médio avançou 3,77%, indicando maior gasto por pedido.

A análise mostra que o volume de pedidos e a receita cresceram na comparação anual. No entanto, esse movimento reflete a ampliação do universo de estabelecimentos acompanhados pela Zig. Quando analisadas apenas as casas consolidadas, os dados indicam um consumidor mais seletivo, com menor frequência de pedidos e maior valor médio gasto.

No consumo de bebidas, a base comparável também aponta mudanças relevantes. O volume de bebidas alcoólicas recuou 5,7%, enquanto as não alcoólicas apresentaram queda menor, de 2,7%, resultando em ganho de participação dessa categoria no mix total. A participação de bebidas não alcoólicas passou de 36,5% para 37,2%, reforçando uma tendência de moderação no consumo.

Entre as categorias alcoólicas, as bebidas prontas para consumo (RTDs) foram destaque positivo, com crescimento de 34,6% na base comparável. Já gin e vodka registraram retração mais acentuada, de 21,2% e 13,5%, respectivamente, indicando mudanças no portfólio e no comportamento do consumidor nas casas consolidadas.

No detalhamento por itens, a liderança segue concentrada em categorias tradicionais. Entre as cervejas, rótulos como Heineken, Brahma e Original aparecem entre os mais consumidos no período. Já entre os drinks, a caipirinha se mantém como principal escolha, enquanto, entre os não alcoólicos, água e refrigerante lideram em volume.

Nos meios de pagamento, o Pix segue em expansão. Na base comparável, sua participação avançou de 6,8% para 8,4%, enquanto o cartão de crédito perdeu espaço no mesmo período. O movimento indica adoção crescente do meio digital mesmo entre estabelecimentos já maduros.

Segundo David Pires, CIO da Zig, os dados mostram que o crescimento total precisa ser interpretado com cautela. “Quando isolamos a base comparável, vemos um consumidor mais seletivo. O volume de pedidos recua, mas o ticket cresce e o mix de consumo muda. Isso mostra que não se trata apenas de quanto se consome, mas de como o consumo está sendo reorganizado”, afirma.

O levantamento também indica concentração do consumo no período noturno, com pico entre 20h e 23h, e maior volume nos fins de semana, que representam cerca de 62% dos pedidos no período analisado.

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