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Conde Matarazzo, o italiano que transformou a indústria brasileira

Se o Barão de Mauá foi o grande industriário brasileiro do século 19, pode-se dizer que Francesco Matarazzo (1854-1937) foi seu sucessor na primeira metade do século 20. Ao longo da vida, abriu indústrias em setores tão diversos quanto têxtil, químico, alimentício, higiene pessoal e bancário e acumulou uma fortuna que, em valores presentes, chega a US$ 20 bilhões, o que o colocaria na sétima posição entre os dez homens mais ricos do mundo.

Nascido em Castellabate, no sul da Itália, veio para o Brasil aos 27 anos, em 1881, com US$ 30 mil (em valores de hoje). Dois anos depois, abria seu primeiro negócio, a Casa de Mararazzo, em Sorocaba (SP), que produzia banha de porco. Em 1890, mudou-se para São Paulo, para vender farinha de trigo que importava dos Estados Unidos.

Matarazzo tinha um senso de oportunidade invejável. Um negócio levava a outro: o negócio da banha de porco o levou a produzir latas; e, para vender o trigo, criou uma fábrica de tecidos para produzir sacos. Aproveitou o algodão da fábrica para fazer um óleo usado para fabricação de sabão – a Francis, que existe até hoje.

Mas foi com a crise de 1929 que ele efetivamente expandiu os negócios. Matarazzo foi ao mercado para comprar empresas em dificuldades financeiras provocadas pela recessão global. Não por acaso, dizia que “ganha-se mais na compra do que na venda” – uma máxima que é usada até hoje por muitos investidores do mercado financeiro: comprar ações na baixa para vendê-las na alta.

Na década de 1930, as Indústrias Matarazzo chegaram ao seu auge. O conde italiano possuía 200 fábricas que empregavam cerca de 30 mil pessoas. A fortuna do Conde, porém, não resistiu à sua morte e à falta de talento dos herdeiros.

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