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Corrupção afeta avanço do Brasil em ranking de bem-estar

Da redação
8 de novembro de 2019

Em entrevista a MONEY REPORT, o escritor e pensador britânico Richard Barrett, especialista em desenvolvimento de lideranças, fala sobre o Indicador de Consciência Global (Global Consciousness Indicator – GCI), um estudo elaborado por seu instituto sobre o bem-estar da população mundial. Segundo Barrett, a corrupção é o principal fator que atrapalha o desempenho do Brasil no ranking. Confira abaixo os principais trechos:

O que é o Indicador de Consciência Global?

É um instrumento criado há 23 anos que ajuda a mensurar o bem-estar de uma nação e tem como princípio a pirâmide de Maslow, um conceito utilizado para explicar melhor as necessidades do ser humano. Com ele, conseguimos avaliar o nível de satisfação de cada país, considerando paz, democracia, igualdade, economia inteligente, entre outros.


Como o estudo foi feito?

Ele é formado por 17 indicadores e sete níveis de consciência, que são: sobrevivência, relacionamentos, autoestima, transformação, coesão interna, alianças estratégicas e serviço. Levando em contas esses fatores, as melhores nações posicionadas no ranking de 2019 foram Noruega, Nova Zelândia, Finlândia, Dinamarca e Suíça.


Qual foi a posição do Brasil?

Ficou em 58º. Mas observamos uma piora nos últimos anos. Em 2014, por exemplo, o país chegou a estar em 49º.


O que houve de lá para cá?

A corrupção tem prejudicado o Brasil e o combate tem sido insuficiente. Ela afeta o contentamento da população e também impede que a economia avance.


Como assim?

As pessoas enriquecem com dinheiro que não lhes pertence. Esse dinheiro deixa de ser distribuído entre outros setores da sociedade, cria desigualdades e alimenta grupos de poder. Aí surge um abismo entre ricos e pobres. Então a população perde porque há menos dinheiro para satisfazer as necessidades básicas de todos.


O que precisa ser feito então para melhorar isso?

Do ponto de vista público, o governo precisa ser transparente e garantir um bom ambiente para os negócios. Não adianta o país ter companhias corretas se os políticos são corruptos.


E qual o papel do setor privado para mudar o cenário?

A missão das empresas brasileiras é melhorar os níveis de liderança. Cuidar mais dos funcionários, focar no clima organizacional e não apenas nos resultados. Os líderes devem criar condições para a evolução dos funcionários. Isso só será possível com mais investimentos em programas de desenvolvimento.

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