O Ibovespa fechou em baixa de 0,25% nesta quarta-feira (15), aos 102.675 pontos. O dólar subiu 0,70%, cotado a R$ 5,29 no encerramento. A aversão ao risco tomou conta dos mercados globais depois que o acionista de um dos maiores bancos europeus, o Credit Suisse, negou elevar a participação por questões regulatórias. O movimento foi mal recebido em meio ao colapso do SVB Financial Group, aumentando as preocupações de uma crise financeira semelhante à de 2008 -ações do Credit Suisse na bolsa europeia fecharam em queda de mais de 20%. Por outro lado, rumores que autoridades suíças avaliam maneiras de estabilizar o banco aliviaram os ânimos dos investidores. Nessa esteira, o temor de uma crise bancária mexe com as expectativas em relação aos próximos movimentos do Federal Reserve. O grupo norte-americano deve se reunir no fim deste mês para discutir os rumos dos juros do país. Enquanto isso, por aqui, a informação de que o projeto que estabelece a âncora fiscal do governo foi entregue para apreciação da Casa Civil aliviou a tensão, em um dia de pressão sobre companhias domésticas. A intenção da equipe econômica do governo é apresentar um plano claro de controle de gastos, substituindo a lei que estabelece o teto de gastos. . A nova regra fiscal sugere usar o Produto Interno Bruto (PIB) per capita como referência para despesa.
As maiores altas foram da Méliuz (9,68%) e MRV (7,19%). As baixas, CSN (-6,23%) e CVC (-10,92%). Das cinco ações mais negociadas, três apresentaram retração: Vale (-3,08%), preferenciais da Petrobras (-1,77%), preferenciais do Itaú Unibanco (-0,21%), Localiza (0,55%) e preferenciais do Bradesco (2,11$). O volume negociado foi de R$ 52,40 bilhões.
