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Efeito Haddad-Mercadante derrete ganhos na semana

Da redação
16 de dezembro de 2022

O Ibovespa fechou em baixa de 0,85% nesta sexta-feira (16), aos 102.855 pontos. Na semana, as perdas são de 4,34%. O dólar caiu 0,41%, cotado a R$ 5,29 no encerramento. A valorização da moeda norte-americana na semana é de 0,93%. Sob um cenário preocupante de elevação de juros nos Estados Unidos, o índice nacional somou prejuízos em uma semana atribulada, com a nomeação dos petistas Fernando Haddad e Aloísio Mercadante para o Ministério da Fazenda e parar o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), respectivamente. O mercado até ensaiou estabilidade com um discurso mais ponderado e liberal de Haddad, mas o adiamento da votação da PEC da Transição, somada a mudança na Lei das Estatais desagradou investidores. Mercadante, inclusive, é crítico da atuação do BNDES desde 2018, quando se abandonou a política de crédito subsidiado a megaempresários. Vislumbrar Mercadante na chefia do banco de fomento, portanto, foi lido pelo mercado como o retorno desse modus operandi intensificado no governo Dilma Rousseff (PT). Colocar dinheiro público em negócios fadados ao fracasso, buscando assim sustentar o crescimento nacional, contribuiu para a crise fiscal que pavimentou a recessão entre 2015 e 2016. E esse passado nada saudoso ainda está bem quente na memória dos investidores.

As maiores altas foram das preferenciais da Cemig (4,29%) e Dexco (6,28%). As baixas, Magazine Luiza (-9,2%) e Americanas (-8,01%). Das cinco ações mais negociadas, três apresentaram retração: Vale (-1,96%), preferenciais da Petrobras (5%), preferenciais do Itaú Unibanco (2,78%), Eletrobras (-2,17%) e Sabesp (-1,52%). O volume negociado foi de R$ 32,21 bilhões.

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