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Varíola do macaco; invasões de domicílio; proteção de mRNA; perseguição

Autoridades chinesas arrombam casas à procura de casos

Pelo menos 84 habitações na cidade de Guangzhou, no sul da China, foram arrombadas pelas autoridades de saúde em busca de possíveis novos casos de covid-19. O governo distrital já pediu desculpas pelo comportamento “primário e violento”, mas as redes sociais encheram-se de protestos. O incidente aconteceu em 10 de julho, após várias pessoas que vivem num complexo de apartamentos terem testado positivo. Em nome da política rigorosa de zero covid que vigora no país, as autoridades arrombaram e invadiram pelo menos 84 habitações, argumentando haver pessoas escondidas que estariam tentando escapar à transferência para centros de confinamento, informou a empresa de comunicação social estatal.

Vacinas anticovid de mRNA tem proteção mais longa

As vacinas anticovid com a tecnologia de mRNA, como as da Pfizer e da Moderna, são as que protegem por mais tempo. A informação consta em estudo realizado pelas universidades norte-americanas de Yale e da Carolina do Norte. O resultado foi publicado na revista científica PNA. Os pesquisadores compilaram os dados de 10 estudos que avaliaram a resposta induzida pelos imunizantes de Pfizer, Moderna, AstraZeneca e Janssen – além da imunidade a partir da exposição ao vírus. Depois, analisaram as trajetórias típicas de declínio da imunidade e as probabilidades de infecção após a vacinação.

O que MONEY REPORT publicou
Australianos são orientados a trabalhar de casa

A quantidade de australianos internados em hospitais devido ao novo coronavírus atingiu níveis recordes nesta quarta-feira (20), quando autoridades pediram às empresas que deixem funcionários trabalhar de casa, recomendaram o uso de máscaras em ambientes fechados e tomem doses de reforço com urgência. A Austrália está passando por uma terceira onda da ômicron impulsionada pelas novas subvariantes altamente transmissíveis BA.4 e BA.5, com mais de 300 mil casos registrados entre 12 e 19 de juno. Autoridades dizem que os números reais podem ser o dobro por causa de subnotificações e assintomáticos. Os 53.850 novos casos na quarta-feira (13) somam a maior contagem diária em dois meses.

Pesquisadora atacada após estudar cloroquina

A publicação da pesquisadora Andréa Stinghen, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), resultou em uma série de ataques pessoais contra seu trabalho. Em 2021, no auge da pandemia do coronavírus, ela publicou uma pesquisa sobre os efeitos tóxicos da cloroquina nos vasos sanguíneos. Na época em que o estudo foi publicado, o presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus apoiadores defendiam o uso do remédio para tratamento da covid-19 — sem eficácia comprovada. “Considero que foi o pior momento da minha carreira e tenho 30 anos de trajetória acadêmica. Foi o momento que me questionei, me deprimi, pensei em largar tudo e ir embora do Brasil”, conta a professora, que também é orientadora de mestrado e doutorado.

Brasil negocia vacina contra varíola dos macacos

Declarada emergência de saúde pública de interesse internacional e com 696 casos confirmados de varíola dos macacos, o Brasil articula com a Organização Mundial da Saúde (OMS) a aquisição de vacinas contra a doença. Por meio de nota, o Ministério da Saúde ressaltou que a vacinação em massa não é preconizada pela OMS em países não endêmicos para a enfermidade, como é o caso do Brasil. A recomendação, até o momento, é que sejam imunizadas pessoas que tiveram contato com casos suspeitos e profissionais de saúde com alto risco de exposição ao vírus. Os primeiros sintomas podem ser febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, linfonodos inchados, calafrios ou cansaço. De um a três dias após o início dos sintomas, as pessoas desenvolvem lesões de pele, geralmente na boca, nos pés, no peito, no rosto ou em regiões genitais. Para prevenção, deve-se evitar o contato próximo com a pessoa doente até que todas as feridas tenham cicatrizado, assim como com qualquer material que tenha sido usado pelo infectado. Também é importante higienizar as mãos, lavando-as com água e sabão ou utilizando álcool gel. A varíola causada pelo vírus hMPXV (Human Monkeypox Virus, na sigla em inglês) provoca um quadro mais brando que a varíola conhecida como smallpox, que foi erradicada na década de 1980. Não há tratamento específico para a varíola dos macaso, mas os quadros clínicos costumam ser leves, sendo necessários descanso e a observação das lesões. O maior risco de agravamento se refere, em geral, a pessoas imunossuprimidas, como pacientes com HIV/AIDS, leucemia, linfoma, metástase, transplantados, pessoas com doenças autoimunes, gestantes, lactantes e crianças com menos de 8 anos.

Painel Coronavírus

Vacinados

Primeira dose: 10,89 milhões no Brasil (5,10% da população).

Segunda dose: 169,67 milhões no Brasil (79,54% da população, de acordo com os 213,3 milhões de habitantes estimados pelo IBGE). Em 24/07, o Ministério não havia atualizado os dados da segunda dose desde 17/07.

Doses de reforço: 115,6 milhões no Brasil (54,19% da população).


Casos
• 
33.591.356 – acumulado
• 41.463 – média móvel dos últimos 7 dias encerrados em 24/07 (queda de 28,27%)
• 31.954.094 – recuperados
• 960.268 – em acompanhamento, na comparação com 17/07 (queda de 10,20%)
• 15.985 – casos acumulados por grupos de 100 mil

Mortes
• 676.964 – óbitos confirmados (acumulado)
• 231 – média móvel dos últimos 7 dias encerrados em 24/07 (queda de 7,23%)
• 2% – taxa de letalidade
• 322,1 – óbitos por grupos de 100 mil

– Dados atualizados em 24/07

Fontes: Ministério da Saúde, secretaria estaduais e municipais de saúde, Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), consórcio de veículos de imprensa, Organização Mundial de Saúde (OMS) e Universidade Johns Hopkins

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