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Brasil avança na inovação, mas investimento cai

Da redação
29 de setembro de 2022
Faltam políticas públicas consolidadas no país, avalia a Confederação Nacional da Indústria

O Brasil subiu três posições no Índice Global de Inovação (IGI) em 2022, alcançando o 54º lugar entre 132 nações graças à resiliência das empresas e sem o apoio de políticas públicas consolidadas. Hoje, o país está sete posições abaixo da melhor marca que atingiu (47º lugar), em 2011. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), os investimentos na área têm caído a cada ano e para 2023 a perspectiva é de piora.

Porém, na avaliação da diretora de inovação da CNI, Gianna Sagazio, a melhora veio impulsionada pela iniciativa privada. “Isso quer dizer que, em relação aos investimentos em inovação, o Brasil piorou. Entretanto, é como se os agentes do ecossistema brasileiro tivessem feito mais com menos e obtido melhores resultados, apesar da queda nos insumos/investimento. Isso atesta as capacidades das empresas brasileiras. Se houvesse investimentos perenes em inovação, o que não acontece, o Brasil poderia ser uma potência em inovação”, avalia, em nota.

O IGI é calculado a partir da média de dois subíndices. O primeiro é o de insumos de inovação, que avalia os elementos da economia que viabilizam e facilitam o desenvolvimento de atividades inovadoras. O segundo subíndice é o de produtos de inovação, que capta o resultado efetivo das atividades inovadoras no interior da economia e se divide em dois pilares:

Na avaliação da CNI, embora o Brasil tenha caído no ranking de insumos de inovação (de 56º, em 2021, para 58º, em 2022), subiu seis posições no ranking de resultados de inovação (de 59º para 53º). O líder este ano é a Suíça, seguida pelos Estados Unidos, Suécia e Reino Unido. O Brasil não é o país mais inovador na América Latina e fica atrás do Chile.

Confira os dez países mais inovadores do mundo e ranking latino-americano:

Ranking dos dez países mais inovadores do mundo
  1. Suíça
  2. EUA
  3. Suécia
  4. Reino Unido
  5. Holanda
  6. Coreia do Sul
  7. Singapura
  8. Alemanha
  9. Finlândia
  10. Dinamarca
Ranking da América Latina
  1. Chile (50)
  2. Brasil (54)
  3. México (58)
  4. Colômbia (63)
  5. Uruguai (64)
  6. Petu (65)
  7. Costa Rica (68)
Falta de investimentos

Para a CNI, faltam políticas públicas consolidadas para a inovação, o que gera insegurança e atrasos ao setor. A confederação condena a Medida Provisória nº 1.136, de 29 de agosto de 2022, por exemplo, que limita o uso de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), maior fonte de financiamento à inovação do país. Segundo a MP, o fundo poderá aplicar somente R$ 5,555 bilhões em 2022, cerca de R$ 3,5 bilhões a menos do que estava previsto inicialmente.

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