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Exame: o que esperar do Ibovespa em 2022, de acordo com cinco instituições

Da redação
26 de novembro de 2021

Mediana das previsões coloca índice aos 120 mil pontos ao final do próximo ano

O Ibovespa, principal índice da B3, tem enfrentado um forte período de turbulência nos últimos meses e caminha para fechar o ano em queda de quase 13%. Desde a máxima histórica aos 130.776, conquistada em junho, o Ibovespa já caiu 19,6%, voltando para a marca dos 102 mil pontos.

O que derrubou o índice este ano foi uma combinação de riscos fiscais, alta da Selic, disparada do dólar e avanço da inflação. Para o ano que vem, os riscos devem continuar, somados ao agravante das eleições de 2022, que prometem acrescentar ainda mais volatilidade ao mercado. Com essas preocupações no radar, as instituições começam a revisar suas previsões para o próximo ano, optando por perspectivas mais conservadoras.

O ponto médio entre as projeções de cinco bancos e corretoras consultados coloca o principal índice da B3 aos 120 mil pontos no final de 2022 – mesma pontuação que o Ibovespa tinha nos primeiros meses deste ano. Assim, se a mediana das previsões se confirmar, o índice terá levado mais de um ano para se recuperar das perdas recentes.

InstituiçãoProjeção para 2022
Ativa Investimentos117.000
Guide Investimentos120.000
Modalmais125.000
Morgan Stanley120.000
Órama134.000 *
* Previsão entre 130.000 e 134.000 pontos

As perspectivas variam entre 110 mil pontos na visão mais pessimista e 125 mil no cenário mais positivo. Considerando o fechamento do último pregão, aos 102.546 pontos, o Ibovespa ainda pode subir 7,2% segundo a mediana das projeções consultadas – podendo alcançar um crescimento de 21,8% na conjuntura mais otimista.

A Órama, que mantém a perspectiva mais altista entre as instituições levantadas, prevê o Ibovespa na casa entre 130 mil pontos e 134mil até o final de 2022. “Estamos projetando que o múltiplo preço/lucro (P/L) para o índice em 2020 seja de 8 vezes, podendo chegar a até 10 vezes”.

Já a Ativa, que tem a visão mais pessimista, cita as eleições como principal fonte de preocupação interna para reduzir suas projeções de 138 mil para 117 mil pontos. Externamente, o temor é pela retirada de estímulos nos Estados Unidos, que podem ainda não estar completamente precificados.

“Caso ocorra de forma rápida ou mais intensa, a retirada dos estímulos possui uma boa dose de surpresa, que pegaria muitos investidores desprevenidos. Olhando para dentro de casa, não vemos como muito provável a possibilidade de que a aproximação da corrida eleitoral nos trazer novos elementos positivos”, avalia Pedro Serra, gerente de research da Ativa.

Em relatório, o Morgan Stanley, afirmou que mantém exposição overweight (acima da média do mercado) no Brasil dentro da América Latina. Ainda assim, o banco segue cauteloso com as perspectivas para a bolsa brasileira. A preferência dos analistas é por papéis dos setores de alimentos e commodities, em especial petroquímicas. Já setores cíclicos como tecnologia, bancos e transporte ficam fora do radar.

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Beatriz Quesada

Publicado em: cutt.ly/lTND005

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