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“Tentativa de fraudar urna seria descoberta instantaneamente”

A urna eletrônica começou a ser usada no Brasil em 1996, mas ainda hoje a confiabilidade do sistema é questionada. Em entrevista a MONEY REPORT, Rodrigo Coimbra, chefe da seção de Voto Informatizado do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirma que, desde então, nenhuma falha grave foi registrada, em especial a adulteração de votos.

O técnico admite que, como todo sistema informatizado, a urna pode ter vulnerabilidades, mas ela dispõe de mecanismos de segurança para inviabilizar ataques. “Por isso, o TSE realiza testes para minimizar possibilidades de erro nas eleições”, afirma o especialista. “O software que é submetido ao teste de segurança é o que ainda está em construção. Não é exatamente o que vai ser usado na eleição. Justamente para que, caso haja algum problema, o TSE tenha condições de corrigir.”

Dentro dos testes realizados, especialistas conseguiram apontar falhas na urna, como a quebra do sigilo do voto. Rodrigo Coimbra destacou que a brecha foi levantada em situações posteriores aos pleitos e que o problema foi corrigido. Ele descartou a possibilidade de uma fraude na eleição deste ano. “É importante ter em mente que todas as situações apuradas até agora não seriam possíveis em um dia de eleição, apenas com o término da votação”, afirma. “Demandaria um esforço muito grande, custo alto e deixaria rastros. Qualquer tentativa de fraudar a urna seria descoberta instantaneamente”, assegura técnico do TSE. Teoricamente, seria preciso que um fraudador ficasse de prontidão em cada uma das seções eleitorais. No Brasil, há mais de 400 mil delas. Ou seja, a possível adulteração de todas as urnas exigiria o envolvimento de um exército de criminosos.

Coimbra indicou que a informação é o caminho para vencer a desconfiança do eleitor. “O debate em torno da eleição é muito apaixonado, então é natural que haja questionamentos”, diz. “O processo eleitoral é transparente e auditável, mas muita gente desconhece. A participação da população é essencial, assim como o envolvimento da sociedade especializada para que o TSE possa revisar e melhorar o sistema.”

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