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Saiba o que a CPI deve perguntar à ex de Bolsonaro

Foi aprovado ontem (15) pela CPI da Pandemia a convocação da ex-esposa do presidente Jair Bolsonaro, Ana Cristina Siqueira Valle (imagem), mãe de Jair Renan, o filho 04. A data do depoimento não foi definida. O requerimento foi feito pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e votado durante a oitiva do lobista ligado ao caso da Precisa Medicamentos, Marconny Albernaz de Faria.

Seguindo a toada dos depoentes anteriores, Ana Cristina deve recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) por um habeas corpus preventivo para não se incriminar diante dos senadores. Assim, algumas das questões abaixo devem ficar sem resposta.

Perguntas inevitáveis

  • Ana Cristina tem alguma relação com o lobista Albernaz? Desde quando?;
  • Essa relação exerce alguma influência dentro do governo?;
  • O que Ana Cristina sabe dos contratos entre a Precisa e o Ministério da Saúde;
  • Esclarecimentos sobre as acusações de influência na escolha de cargos dentro do governo a pedido do lobista Albernaz, como constatado em uma conversa entregue pelo Ministério Público Federal do Pará (MPFPA) à CPI;
  • O que ela sabe sobre a relação de Albernaz e a advogada do presidente, Karina Kufa;
  • A proximidade Ana Cristina com o líder do governo, Ricardo Barros (PP-PR), tendo a vista que Albernaz também é próximo do parlamentar;
  • Além de Barros, se ela teve contato com outros parlamentares ligados ao Centrão;
  • Se tem alguma ligação dentro do Ministério da Saúde;
  • Se conhece ou teve contato com o ex-diretor do Departamento de Logística do ministério, Roberto Ferreira Dias;
  • Se já utilizou dinheiro público no período presidencial de Bolsonaro para fins pessoais durante a pandemia;
  • Se esteve presente em alguma reunião oficial ou extraoficial relacionada à negociação de vacinas;
  • Se organizou encontros entre membros do governo fora da agenda oficial com Albernaz e o CEO da Precisa, Francisco Maximiano;
  • Se conhece Marcos Tolentino e a FIB Bank;
  • Se tem algum conhecimento ou seria beneficiada com a remessa de US$ 45 milhões que seria enviada à offshore de Singapura pela Precisa.

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