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Pacheco entra no PSD para pegar a fila da terceira via

Com o devido suspense esperado, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (MG) (imagem), deve deixar o Democratas, onde esteve filiado desde 2018, quando veio do MDB. Na próxima semana ele deve se instalar no PSD, em uma cerimônia em Brasília, indicando uma possível candidatura à presidência da República em busca de um lugar na terceira via. Publicamente, Pacheco diz que sua decisão não está tomada.

Não é de hoje que o presidente do PSB, Gilberto Kassab, projeta Pacheco como um postulante ao Executivo. Em 21 de agosto, ele citou o político mineiro em um jantar com empresários em São Paulo. Porém, tanto Kassab quanto ACM Neto, presidente do DEM, creem na construção em torno de seu nome para romper a polarização entre o ex-presidente Lula e o presidente Jair Bolsonaro.

Há outro fator contribuiu para sua saída, o União Brasil, fruto da coalização entre DEM e PSL. O partido é visto como uma direita mais extremada, fora do perfil conciliador centrista de Pacheco, que costuma manter os panos sempre aquecidos para debelar qualquer crise que aparecer. Entretanto, desde que seu nome começou a ser cogitado ao Palácio do Planalto, críticas surgem da base sobre sua condução no Senado, já que ele trava matérias de interesse do governo.

Sua ida ao PSD fortalecerá a sigla em Minas Gerais. O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, será seu correligionário. Ao seu lado estarão seu padrinho político, o senador Antonio Anastasia, e o colega de Senado por Minas, Carlos Viana. Do outro lado, restaria o governador Romeu Zema (Novo) com poucos aliados locais. Nesa conjunção, até seria mais fácil e garantido se jogar na disputa pelo Palácio da Liberdade, sede do executivo estadual.

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