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Moraes autoriza prisão por ameaças de morte a ministros do STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, atendeu a um pedido da Polícia Federal (PF) e autorizou a prisão do influenciador bolsonarista Márcio Giovani Nique, conhecido como Professor Marcinho (imagem). A prisão, ocorrida em Santa Catarina às véspera do ato de 7 de setembro, é preventiva. Professor Marcinho fez ameaças diretas a Moraes e demais ministros do STF. Sem revelar nomes, ele diz que haveria um prêmio pelas mortes dos ministro. “Não vou falar agora quem é, mas existe: pode me torturar, mas tem um empresário grande aí que tá oferecendo…tem até uma grana federal que vai sair o valor pela cabeça do Alexandre de Moraes. Vivo ou morto, para quem trazer ele”, disse o influenciador. A ameaça se tornou geral logo depois: “Demorou mas aconteceu: agora ministro do Supremo vai ter prêmio pela cabeça deles.” (prints abaixo)

Zé Trovão diz que só se apresentará à Justiça na quarta (8)

A ação autorizada por Moraes ocorre na esteira da tentativa de neutralização de ações bolsonaristas violentas antes dos atos antidemocráticos. Na sexta-feira (3), o magistrado também autorizou o pedido da PF para prender o caminhoneiro Wellington Macedo, conhecido como Zé Trovão (à direita), que ameaçou invadir a suprema Corte. Ele está foragido.

Aprosoja investigada

Moraes também determinou o bloqueio das contas bancárias da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) e da Associação Brasileira de Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) até a quarta-feira (8) para evitar apoio financeiro aos atos antidemocráticos. Nota divulgada pelo gabinete do ministro inclui chaves Pix e contas bancárias ligadas a pessoas supostamente envolvidas no financiamento dos atos programados para amanhã. A decisão é de sábado (4) e foi cumprida nesta segunda-feira (6). Nessa mesma decisão, o magistrado, mandou que a PF cumprisse um mandado de busca e apreensão na sede da entidade. Os agentes foram até o local nesta segunda-feira. A investigação tramita em sigilo, não há detalhes do que foi apreendido.

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