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Guedes quer costurar novo texto da reforma do IR com a oposição

O novo adiamento da reforma do Imposto de Renda (IR) deixou o ministro da Economia, Paulo Guedes (imagem), insatisfeito, já que a decisão atrasa ainda mais o andamento da agenda econômica. Diante do impasse, Guedes expôs seu descontentamento aos parlamentares da base. Para tentar resolver a questão e evitar um revés na Câmara, o ministro arrumou tempo para dialogar com a oposição, aponta a Folha de S.Paulo nesta quinta-feira (19).

A expectativa é que o texto seja analisado pelo plenário em duas semanas. O prazo é maior que o sinalizado na terça-feira (17), pelo líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), que havia sugerido adiar a votação do texto relatado por Celso Sabino (PSDB-PA) para a próxima semana.

Deputados afirmam que Guedes está “desgostoso” com a falta de acordo e demonstra preocupação com o caminho das discussões no Congresso. Integrantes da equipe econômica se incomodam com o excesso de penduricalhos e puxadinhos para a aprovação. A interpretação é que o projeto não está agradando estados, municípios e empresários. Os integrantes do time de Guedes mencionam que as mudanças e a ampliação de isenções fazem a proposta se distanciar daquilo que a Receita Federal elaborou originalmente.

Líder da Oposição na Câmara, Alessandro Molon (PSB-RJ)

O secretário da Receita Federal, José Barroso Tostes Neto, veio a público na quarta-feira (18) explicar que a mudança no IR está sendo discutida por iniciativa da Câmara (porém o Senado tem a sua proposta). Para ele, o correto seria começar com a reforma tributária e a fusão do PIS/Cofins, transformando-os na Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). A iniciativa está parada há mais de um ano na Casa.

Para diminuir as resistências na próxima votação, Guedes ligou para o líder da oposição na Câmara, Alessandro Molon (PSB-RJ), para ouvir as propostas dos partidos mais à esquerda de esquerda. A conversa deve ocorrer na terça-feira (24).

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