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Fux quer diálogo, mas depende da postura de Bolsonaro

Da redação
19 de agosto de 2021

Após uma sequência de reuniões protagonizadas pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux (imagem), com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e com o Planalto, por meio do ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, a expectativa é aliviar a crise institucional entre o Judiciário e o presidente Jair Bolsonaro – mas há condicionantes. Fux afirmou na noite de quarta-feira (18) que nunca parou de dialogar com os Poderes e que pretende uma trégua, mas quer que os ataques aos ministros da Corte cessem por parte de Bolsonaro.

Como sinal de boa vontade, Pacheco e Nogueira pediram a Fux que remarque a reunião com Bolsonaro e os demais representantes dos Poderes – no caso, o próprio Pacheco e Lira. O magistrado disse a ambos que reavaliaria a questão. Vale lembrar que em 5 de agosto, Fux anunciou o cancelamento do encontro e deixou claro repetidas vezes que a causa era a postura desestabilizadora do presidente, que além de hostilizar os ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes, lança repetidas denúncias sobre a lisura do processo eleitoral, ameaçando não aceitar o resultado das urnas em 2022 – ainda que até agora não tenha apresentado provas.

Para voltar a conversar com Bolsonaro, Fux avalia ser preciso que ele se mostre disposto ao debate dentro das linhas republicanas, o que ainda não ocorreu. “Gostaria de comunicar aos eminentes pares que recebi o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que veio debater democracia e falar sobre a importância do diálogo entre os poderes e pedir uma nova reunião, tendo em vista que tivemos pronunciamento desmarcando a reunião”, afirmou.

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