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Economista Sergio Vale diz que prefere soluções menos radicais que um novo Plano Marshall

A afirmação do fundador da XP Investimentos, Guilherme Benchimol, que o Brasil precisaria de uma espécie de Plano Marshall para combater os efeitos do desemprego de até 40 milhões de brasileiros repercutiu entre financistas e economistas. Para o consultor-chefe da MB Associados, Sérgio Vale, essa possibilidade existe, mas ele prefere soluções menos radicais e intervencionistas no longo prazo, já que não há saídas claras para a crise e sua duração ainda não foi claramente estimada.

“Se a quarentena for muito longa, vamos precisar de saídas radicais, que talvez nem funcionem. Mas parece haver a percepção de que não dará para ficar muito tempo parado e soluções intermediárias precisarão aparecer. Acho que há um meio do caminho para evitar uma destruição do tecido social. De qualquer maneira vai depender das autoridades perceberem como diminuir a quarentena aos poucos sem comprometer a saúde da sociedade. Não será fácil e não há saídas claras ainda”, afirmou Vale.  

Benchimol citou essa possibilidade durante uma live no domingo (22), depois de tomar conhecimento de uma entrevista à agência Bloomberg de um dos presidentes regionais do Fed (banco central norte-americano), James Bullard, dizendo que a taxa de desemprego nos Estados Unidos poderia subir de 3% para mais de 30% por causa da pandemia. Bullard afirmou que haveria a necessidade de um grande programa estatal para evitar um colapso econômico de escala global. O Plano Marshall foi o pacote de reconstrução da Europa financiado pelos EUA após a Segunda Guerra Mundial

Benchimol passou a cogitar a aplicação de uma medida similar por aqui, caso as coisas se agravem.

“No Brasil, onde há mais de 10 milhões de desempregados, acredito que o impacto será muito maior”, disse. “Tem de ser um plano de verdade, os números são assustadores, o buraco é muito mais embaixo”, completou.

Participavam da live, promovida pela XP Investimentos, o presidente da CSN, Benjamin Steinbruch, o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Júnior, o presidente da Stone, André Street, e o presidente da MRV, Rubens Menin.

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